Três presos morrem em rebelião em cadeia de Manaus

Capacidade é para 200 pessoas, mas local tem 828, a maioria de detidos provisórios; motim durou quase 9 horas

Liege Albuquerque, O Estado de S.Paulo

11 de novembro de 2010 | 00h00

MANAUS

Três presos não identificados foram mortos pelos próprios companheiros, segundo a polícia, durante rebelião na Cadeia Pública Raimundo Vidal Pessoa, no centro de Manaus. O motim durou quase nove horas e foi controlado às 17h30, quando cinco reféns foram liberados.

De acordo com o secretário estadual de Justiça e Direitos Humanos, Carlos Lélio Lauria, um documento assinado por ele e por outras autoridades foi entregue aos presos, com propostas para melhorar as condições nas celas. "São compromissos em relação à melhoria no setor jurídico da cadeia, alimentação mais adequada, revisão de processos, atendimento médico, infraestrutura das celas e providências em relação ao tratamento dado pela Polícia Militar a familiares."

O presídio está superlotado: tem capacidade para 200 presos, mas atualmente há 828 - a maioria de provisórios. Quanto à superlotação, o secretário afirmou que em janeiro uma prisão com 450 vagas será inaugurada.

Os presos mantiveram seis agentes penitenciários e assistentes sociais reféns desde o início da rebelião.

Fogo. No começo do motim, os bombeiros foram acionados por conta do incêndio em um dos pavilhões, causado pelo fogo em colchões. Os presos teriam destruído as celas com pedaços de ferro das grades.

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