Três policiais militares são mortos a tiros em menos de 24h em SP

Estatísticas da SSP apontam que um PM foi morto por semana entre janeiro e maio de 2015, a maior parte quando estava de folga

Felipe Resk, O Estado de S. Paulo

13 Julho 2015 | 09h03

SÃO PAULO - Três policiais militares foram mortos a tiros neste domingo, 12, em São Paulo. Os casos aconteceram no interior e na capital paulista e, até o momento, ninguém foi preso.

O 3º sargento Edevilson Donizete Máximo, de 44 anos, foi a primeira vítima. Por volta das 6h45, o policial voltava para casa de moto, após o serviço, quando foi surpreendido por três criminosos em duas motocicletas na região da Freguesia do Ó, na zona norte da capital paulista.

Segundo a PM, os bandidos anunciaram o assalto, mas após perceberem que o policial estava fardado um deles atirou. Máximo, que era lotado no 47ºBatalhão de Polícia Militar Metropolitano (BPM/M), acabou atingido na cabeça. Os criminosos fugiram sem levar nada.

O policial chegou a ser levado para o Hospital Geral Vila Nova Cachoeirinha e depois transferido pelo helicóptero Águia para o Hospital das Clínicas, mas não resistiu aos ferimentos.

Por volta das 17h40, outro policial seria morto enquanto trabalhava como segurança em um supermercado em Jacareí, no interior de São Paulo. A vítima tentou impedir uma invasão no local, que estava fechado no momento do crime.

Ele chegou a entrar em luta corporal contra o assaltante, mas acabou perdendo a arma para o criminoso, que atirou várias vezes contra o policial. A vítima morreu no hospital, e o bandido conseguiu fugir.    

Cerca de quatro horas depois, outro policial foi encontrado baleado na Rua São José de Mossamedes, na região do Lageado, na zona leste. Testemunhas informaram aos policiais que o agente se dirigia para um motoclube quando um veículo de cor preta passou por ele e atirou. Segundo a PM, ele foi atingido por um disparo na axila e morreu no local.

Uma morte por semana. Segundo números da Secretaria de Segurança Pública (SSP), 22 policiais foram mortos entre janeiro e abril deste ano, dos quais apenas seis estavam em serviço pela corporação. O número representa, em média, uma morte por semana. Outros policiais 141 foram feridos. 

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