Três pessoas são detidas, suspeitas de envolvimento no arrastão no Morumbi

Na quarta-feira, cerca de 75 de pessoas foram rendidas por uma quadrilha em um centro esportivo de quadras de futebol na zona sul

Felipe Resk, O Estado de S. Paulo

02 de outubro de 2014 | 19h59

SÃO PAULO - Três suspeitos de participarem de um arrastão dentro de um centro esportivo na região do Morumbi, zona sul da capital, foram detidos para averiguação na noite desta quinta-feira, 2. Ontem, cerca de 75 de pessoas foram rendidas por uma quadrilha de 12 pessoas na High Soccer, academia de aluguel de quadras de futebol, localizada na Avenida Giovanni Gronchi. Os suspeitos foram encaminhados ao 34º Distrito Policial (Vila Sônia), que investiga o caso.

Durante o dia, as imagens das câmeras de segurança foram solicitadas pelos policiais, para confrontar as filmagens com fotografias na tentativa de identificar os suspeitos. Ainda não há confirmação de que os detidos estejam, de fato, envolvidos com o crime.

O arrastão aconteceu na noite da quarta-feira, 1º, e durou cerca de 20 minutos. Aos policiais, um segurança do local relatou que, por volta das 21h45, uma parte do grupo, formado por oito homens e quatro mulheres, entrou no clube pelo portão principal.Um deles teria ordenado que ele destrancasse os portões dos fundos, onde outra parte da quadrilha estava esperando após pular um muro. O funcionário teria respondido que não tinhas as chaves do portão e recebeu uma coronhada nas costas.

No momento do assalto, três dos cinco campos soçaites de futebol (de grama sintética) estavam sendo usados. Ao entrarem, os assaltantes fizeram de reféns cerca de 60 clientes e 15 funcionários. De acordo com uma testemunha, os criminosos mandaram todos deitarem no chão. Depois de renderem as pessoas, quatro homens e as quatro mulheres teriam recolhido celulares e carteiras de funcionários e clientes. De acordo com a Polícia Militar, foram roubados 30 celulares e uma quantia em dinheiro de cerca de R$ 1,5 mil. Os criminosos também roubaram o dinheiro do caixa de uma lanchonete e 20 pares de chuteira.

Terminado o arrastão, a quadrilha conseguiu fugir: quatro assaltantes foram por um portão que dá acesso à Favela Jardim Colombo e os demais, em direção à Paraisópolis. Por isso, os policiais suspeitam que eles tenham se escondido nas comunidades, que ficam próximas à região.

O advogado Raphael Garofalo, representante da High Soccer, afirma que o clube já havia sofrido pequenos furtos durante a madrugada, em ocasiões anteriores. “Nunca algo nessa proporção”, disse. Segundo informa, o clube mantém, por meio do futebol, um projeto social com cerca de cem crianças das duas favelas. “Precisamos criar essa proximidade e incentivar a inclusão social, para que as comunidades entendam que estamos aqui como parceiros”, diz. Também de acordo com o advogado, o clube disponibiliza gratuitamente uma das suas quadras para os moradores da região em horários mais ociosos.

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