Três perguntas para... Marcelo Cancian, capitão e piloto do grupamento

1.Como foi a tarde do incêndio da Favela do Moinho? Eu estava na base (Campo de Marte) e de lá vimos a fumaça. Quando chegamos, ventava muito, era um vento constante, que deslocava a fumaça. Uma hora o vento mudou e a fumaça virou em nossa direção. Ficamos com pouca visibilidade. O helicóptero estava perdendo a sustentação, veio aquele ar quente. Pensei em abortar aquela operação, mas continuamos fazendo os resgates.

O Estado de S.Paulo

26 de janeiro de 2012 | 03h04

2.O que sentiu? Se eu falar que não tive medo, estou mentindo. Senti o pescoço pulsando, meus dedos estavam duros, eu transpirava. É um misto de tensão, adrenalina, responsabilidade, pensei na hora: será que vou entrar para as estatísticas?

3.Foi o resgate mais emocionante de sua carreira? Esse chegou mais próximo dos meus limites, mas quando resgato pessoas em acidente de trânsito e são crianças pequenas, preciso ligar na minha casa. Quero ouvir a voz das minhas filhas, de 7 e 5 anos, e dizer que as amo.

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