Três perguntas para João Sette Whitaker

Secretário Municial de Habitação fala sobre o programa de locação-social

O Estado de S.Paulo

03 de abril de 2016 | 04h00

1. A ampliação do programa atenderia também à fila tradicional de moradia?

Sim. Nossa ideia é que, em uma segunda fase, possamos trocar o auxílio-aluguel pela locação social, por exemplo. Hoje, com os investimentos que fazemos para pagar a bolsa poderíamos construir mil unidades por ano nesse modelo e elas passariam a compor um parque de moradias municipal. Nossa ideia é dar a esses empreendimentos um uso misto. Não queremos estigmatizar nenhum público, criando, por exemplo, o prédio das mulheres vítimas de violência.

2. Essas unidades seriam viabilizadas no centro?

É a nossa intenção. Para isso, estamos propondo o aluguel de apartamentos em imóveis subutilizados, que têm notificação de IPTU (Imposto Predial e Territorial Urbano) progressivo. A ideia é que os proprietários deixem de pagar imposto mais caro, se aceitarem alugar apartamentos pelo valor do auxílio-aluguel.

3. É possível implementar essa política neste ano? Qual o prazo?

Não vamos prometer prazo, estamos no último ano do mandato. Mas, nossa intenção, é deixar tudo preparado para chegarmos às 600 unidades em dois ou três anos. A política habitacional tem de ser variada para ter sucesso.

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