Três perguntas para...

Eduardo Daros, Presidente da Associação Bras. de Pedestres

Renato Machado, O Estado de S.Paulo

09 Maio 2011 | 00h00

1. Por que há diferença entre o que os motoristas dizem e fazem?

O motorista sabe que está errado, mas não faz nada para mudar isso. É algo ligado a valores. Ele acredita que não haverá fiscalização nem punição. Por isso, dá desculpas de que tem carro colado atrás, que a situação é de emergência.

2. A solução envolve só mudança de comportamento ou há medidas para serem tomadas?

A solução para cruzamentos muitas vezes é simples. Basta mudar o local da faixa para mais longe da esquina. Assim, interrompe menos o trânsito da via principal quando o veículo fizer uma conversão. Foi a solução adotada, por exemplo, na 5.ª Avenida, em Nova York.

3. Como fazer para que o código seja cumprido?

O código de trânsito é bastante detalhista nas regras, mas frouxo na adoção. Deve haver um misto de fiscalização e educação para pedestres e motoristas. Os policiais veem (o desrespeito), mas não fazem nada. Deveria haver treinamento para que intensificar a fiscalização.

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