Três perguntas para Alex Atala, chef-proprietário do D.O.M.

1.Como se sentiu quando soube do 4º lugar? Foi impressionante, eu não esperava. Ontem à tarde, os chefs visitaram o primeiro-ministro David Cameron. Na saída, notei um assédio enorme, muitos fotógrafos e jornalistas. Tinha vazado a informação e eu não sabia se era verdade, mas quando recebi a notícia, já na solenidade, vibrei muito. E vi muita gente em volta, vibrando também.

O Estado de S.Paulo

01 de maio de 2012 | 03h05

2.No prêmio de 2011 suas primeiras palavras foram sobre produtos e produtores brasileiros...

A cada avanço, eu só consigo pensar em divulgar nossa gastronomia, nossos produtos, políticas sustentáveis e nossos chefs, cada vez mais. O Maní quase entrou, fiquei na torcida - 51.º é a pior posição, a mais dolorida!

3. Você passou da condição de 'zebra' para a de favorito

Não é mais sorte, não é mais acaso, desculpe deixar de lado a modéstia. Acho que há o reconhecimento de um trabalho. Quando estava em posições discretas, era apenas o brasileiro gente boa. No "top ten", você passa a ser encarado de outro jeito, há um outro tipo de animosidade, de rivalidade. Me cobram muito mais, inclusive por temas ligados a questões brasileiras - felizmente, isso não acontece entre os primeiros, Roca, Andoni, René, Massimo. Somos amigos. Até aqui, foi uma trajetória e tanto. Agora, olhando para cima, vejo Noma, El Celler de Can Roca, Mugaritz. Logo abaixo, Osteria Francescana. Todos comandados por chefs que são referências. Se eu subir mais, aí, sim, ou será zebra ou marmelada (risos).

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