Três ônibus são incendiados após morte de suspeito pela PM na zona leste

Grupo com cerca de 20 homens em motocicletas voltou ao local onde o homem foi morto horas antes e iniciou onda de depredação, em Sapopemba

Felipe Tau e Luciano Bottini Filho, O Estado de S. Paulo

11 Novembro 2013 | 09h43

SÃO PAULO - Três ônibus e um carro foram incendiados em Sapopemba, na zona leste de São Paulo, após um suspeito ser morto em uma perseguição policial na noite desse domingo, 10.

Às 19h10, uma viatura em patrulhamento cruzou com quatro adolescentes em um Chevrolet Onix laranja roubado, sem placa. Os suspeitos escaparam da abordagem e, na fuga, o motorista perdeu o controle e bateu e um poste, na Rua Benjamim Carr, 404.

Segundo a Polícia Militar, o condutor, o adolescente Wellington Matheus Sena, de 16 anos, ainda tentou fugir a pé e trocou tiros com os policiais. Ele, segundo os PMs, saiu do carro disparando contra a patrulha. Atingido, ele foi conduzido ao Pronto Socorro do Hospital Municipal Jardim Iva, mas não resistiu aos ferimentos e morreu. Os outros três homens ficaram no carro, sem reagir, e foram presos. Nenhum PM se feriu.

Dois rapazes detidos tinham 15 anos e um terceiro, 16. O veículo foi entregue ao proprietário, que não reconheceu nenhum dos suspeitos. O trio afirmou à polícia que não sabia que Sena estava armado e que o automóvel era roubados. Eles foram liberados pela polícia.

Cerca de cinco horas depois do tiroteio, à meia-noite desta segunda-feira,11, um grupo com cerca de 20 homens, em 10 a 15 motos, percorreu a área da ocorrência e iniciou uma onda de depredação. Dois ônibus foram incendiados na Estrada da Barreira Grande, nos números 2918 e 2836. Em um deles, o fogo foi controlado, mas o outro ficou completamente destruído.

Na Rua Alfonso Ferrabosco, 20, o bando ateou fogo em outro coletivo, totalmente consumido pelas chamas. O grupo ainda queimou um carro na Rua Ivem Berlim e fugiu. Ninguém ficou ferido ou foi preso. O caso foi encaminhado para o 69º D.P (Teotônio Vilela), como homicídio simples durante abordagem policial e ato infrancional por parte do menor de idade.

A Polícia Militar informou que vai instaurar um procedimento interno para investigar a ação policial, como ocorre em todo os casos em que PMs matam suspeitos.

 

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