Três novidades sobre sexo

Três estudos publicados recentemente ajudam a explicar algumas curiosidades sobre sexo. Ejaculação feminina, fratura do pênis e menor contagem de esperma foram alvo de pesquisadores.

Jairo Bouer, O Estado de S.Paulo

25 Janeiro 2015 | 02h02

A ejaculação feminina, um fenômeno que acontece na minoria das mulheres, sempre foi alvo de discussão e, até então, os especialistas diziam que o líquido expelido pela uretra no momento do orgasmo era distinto da urina. Agora, trabalho do Hospital Parly II, em Le Chesnay, na França, publicado pela revista New Scientist, aponta que há tipos distintos de ejaculação feminina.

A verdadeira ejaculação seria a saída de uma pequena quantidade de líquido de aspecto leitoso pela uretra. Ele seria rico em uma substância conhecida dos homens, o PSA (que é produzido pela próstata nos homens e, nas mulheres, pelas glândulas de Skene, que estão ao redor da uretra).

Mas as mulheres que relatam a clássica ejaculação feminina contam que liberam grande quantidade de líquido. Ao analisá-las, os especialistas, com o auxílio do ultrassom abdominal, antes e depois do orgasmo, mostraram que é a bexiga que se esvazia. Eles perceberam que em algumas mulheres se trata exclusivamente de urina, já em outras é a urina misturada com doses do PSA no momento do orgasmo.

Outro trabalho, realizado pela Washington State University, nos Estados Unidos, publicado no periódico PLOS Genetics e revelado pelo jornal inglês Daily Mail, aponta que a queda na contagem do esperma pode estar sendo causada por resíduos de hormônios femininos, originados nas pílulas e encontrados nos sistemas de abastecimento de água, que não está sendo devidamente tratada.

Ao beber essa água, os homens estariam recebendo estradiol que poderia prejudicar a produção dos espermatozoides. Embora haja resultados controversos em vários estudos, os pesquisadores alertam que o bisfenol A (encontrado em uma série de embalagens plásticas) também poderia interferir na qualidade do esperma.

Na semana passada, a Autoridade Europeia de Segurança Alimentar (EFSA) publicou que o bisfenol A, nos atuais níveis de exposição, não apresenta nenhum risco à saúde, em qualquer idade, até mesmo para os recém-nascidos. Bom lembrar que a substância foi proibida nas mamadeiras europeias e americanas há alguns anos.

Fratura do pênis. Já o último estudo, realizado pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e publicado no periódico Advances in Urology, também revelado pelo Daily Mail, mostra que a posição sexual em que a mulher fica por cima do homem traz maior risco de fratura peniana. Metade das 44 fraturas investigadas, em 12 anos, aconteceu no primeiro tipo de posição, enquanto 21% nas mais convencionais.

O estudo mostrou que 50% dos homens ouviram um ruído quando o pênis foi fraturado - rompimento dos tecidos esponjosos que garantem a rigidez na penetração -, seguido de dor e inchaço. Embora esse tipo de problema seja raro, a orientação é que se procure o urologista o mais rápido possível, para evitar problemas futuros de ereção e deformidade no pênis.

*Jairo Bouer é psiquiatra

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