Três morrem atropelados por trem da CPTM

Composição matou técnico da companhia e dois engenheiros, que andavam sobre os trilhos sem os equipamentos de segurança

CAMILA DA SILVA BEZERRA , FABIANO NUNES, O Estado de S.Paulo

28 Novembro 2011 | 03h02

Um técnico da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) e dois engenheiros foram atropelados e mortos por um trem de passageiros na manhã de ontem. Os profissionais caminhavam pela via férrea na região da Estação Belém, quando foram surpreendidos pela composição, que trafegava a 90 km/h. Outro profissional que acompanhava o grupo conseguiu se salvar e foi levado ao Pronto-socorro do Hospital Tatuapé com ferimentos leves.

Os engenheiros Marcio Luis Alves de Souza, de 32 anos, José Juan de Dios Claramente, sem idade divulgada, e Cauê Arnaud Gruber, de 29, estavam na Oficina Engenheiro São Paulo, próximo da Estação Tatuapé, realizando testes nos novos trens da CPTM, a mando da CAF Brasil, filial da matriz espanhola que fabricou e exportou os trens. Dios Claramente, que trabalhava na sede da empresa, estava no País apenas para essa tarefa.

Terminados os testes, o grupo teria de caminhar cerca de 800 metros para chegar à Estação Brás. Segundo informações da delegada plantonista da Delegacia de Polícia do Metropolitano (Delpom), Analice Malandrino Gomes, o grupo guiado por Sergio Eduardo Batista de Oliveira, de 40 anos, técnico da CPTM, não tinha alternativa de transporte entre as estações e, por isso, caminhava pela via. Como não usavam coletes refletores, equipamento de segurança obrigatório que deveria ser emprestado pela CPTM, o maquinista Paulo Roberto Gomides, de 47 anos, não conseguiu enxergá-los na via. Tratava-se do primeiro trem com passageiros do dia, que partiu da Estação Guaianases na direção da Luz.

Freio. O condutor ainda acionou a frenagem de emergência e buzinou. Mas só Cauê Gruber, que era o último na fila que caminhava na via, ouviu as buzinas. Ele então se virou, viu o trem e, por reflexo, pulou automaticamente para o lado esquerdo da via, tentando em vão salvar um dos companheiros.

Após o atropelamento, a composição ficou parada no local por cerca de 15 minutos, tempo que os profissionais da CPTM levaram para recolher as vítimas. Gruber foi levado em estado de choque ao Pronto-socorro do Hospital Tatuapé, com ferimentos no joelho esquerdo e na mão.

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