Três desistiram até do valor depositado em juízo

Antes mesmo da decisão da Mesa Diretora da Câmara de congelar o aumento salarial, três vereadores anunciaram que abririam mão, definitivamente, de qualquer reajuste.

Diego Zanchetta, O Estado de S.Paulo

17 Fevereiro 2011 | 00h00

Foi o caso do ex-presidente da Casa no biênio 2005-2006 e atual líder de governo, Roberto Tripoli (PV). O parlamentar já fora condenado pela Justiça a devolver R$ 90 mil aos cofres públicos por causa de um reajuste recebido indevidamente pelos vereadores entre 1993 e 1994.

"Não quero mais ter esse tipo de problema. Estou ainda tentando levantar recursos para pagar os R$ 90 mil da condenação de um aumento de 17 anos atrás. Não quero ser surpreendido de novo daqui a duas décadas. Nem em juízo quero receber", afirmou Tripoli.

O receio de uma condenação futura também foi um dos argumentos usados por Ricardo Teixeira (PSDB). "Não podemos receber um aumento sub judice."

Aurélio Miguel (PR) informou, em nota oficial, que vai doar seu aumento mesmo que o decreto de 1992 seja considerado válido. "Se um dia for possível sacar esse valor, vou doar para alguma instituição."

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