Três crianças são envenenadas por bolo na zona sul de SP

Comida foi deixada na porta da casa acompanhada de um par de brincos e um cartão

Daniela do Canto e Ricardo Valota, estadão.com.br

19 Março 2009 | 04h38

Três crianças, todas irmãs, foram internadas na manhã de quarta-feira, 18, depois de comerem um bolo envenenado no Jardim São Norberto, na região do Grajaú, zona sul de São Paulo. O bolo foi deixado na porta da casa delas, dentro de um pote plástico, acompanhado de um par de brincos e um cartão. As crianças envenenadas - duas meninas, de 4 e 6 anos e um menino, de 5 - foram levadas ao Hospital Geral do Grajaú, onde permanecem internadas. Segundo familiares, a menina mais nova, embora consciente, é quem está em estado mais grave, na Unidade de Terapia Intensiva (UTI).

 

A doméstica Ivonete Mendes Rodrigues, de 30 anos, mãe das crianças, contou que uma das suas filhas, de 8 anos, foi quem encontrou o bolo na porta da casa da família. "Junto tinha um presente e um cartão, de um admirador secreto. O cartão dizia que o brinco era para me deixar mais bonita e o bolo para adoçar a minha boca. Ele também dizia que passaria no dia seguinte para ver se eu gostei", relatou a doméstica.

 

No momento em que a filha encontrou o pote plástico, Ivonete tomava banho. A menina de 8 anos levou o bolo para dentro de casa, mas não chegou a comê-lo. Os irmãos mais novos não resistiram e resolveram experimentar. Logo depois, começaram a passar mal. "Minha filha de 11 anos foi me chamar no banheiro preocupada. Quando fui ver, a mais novinha já estava vomitando e gritando de dor, depois os outros dois que comeram começaram a passar mal também", contou a mãe das crianças, que levou os filhos imediatamente ao hospital.

 

Ivonete, que está grávida de 5 meses de um ex-namorado e passou a madrugada no hospital com os filhos, disse que vai aguardar as investigações da polícia para se manifestar sobre uma possível suspeita. "Eu tenho uma desconfiança de uma pessoa mas não quero falar porque tenho medo de fazer uma acusação que não seja verdade. Falei para a polícia e agora eles vão investigar", justificou.

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