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‘Os buracos no túnel podem ter sido produzidos por balas de fuzil ou estilhaços’, explica a historiadora Cláudia Ribeiro, de Cruzeiro EPITACIO PESSOA/ESTADÃO

Trens turísticos voltarão a passar pelo túnel dos heróis de 32 entre SP e MG

Composição fará trajeto turístico entre Cruzeiro e Passa Quatro, no palco de um dos mais duros focos de resistência ao avanço federal durante a Revolução Constitucionalista

José Maria Tomazela, O Estado de S.Paulo

09 de julho de 2019 | 03h00

ENVIADO ESPECIAL A CRUZEIRO – Em 2020, as locomotivas voltarão a transpor um dos símbolos mais emblemáticos da Revolução de 1932. A Associação Brasileira de Preservação Ferroviária (ABPF) fará circular um trem turístico entre Cruzeiro, no Vale do Paraíba, e a mineira Passa Quatro, passando pelo Grande Túnel da Mantiqueira, onde as tropas paulistas montaram um dos mais duros focos de resistência ao avanço dos federais. A recuperação dos trilhos terá início ainda em agosto. 

Historiadores contam que, na fase final do conflito, os paulistas descarrilaram uma locomotiva no túnel para bloquear a passagem do inimigo, enquanto recuavam estrategicamente para Guaratinguetá e Cruzeiro. Localizado na Garganta do Embaú, num dos pontos mais intransponíveis da serra, o túnel fazia a ligação entre Minas, São Paulo e Rio, através da Estrada de Ferro Sul Mineira. Em seus 997 metros de extensão, foram travados alguns dos mais sangrentos combates da guerra civil. Inaugurado em 14 de junho de 1884 pelo imperador D. Pedro II, o túnel ainda guarda as marcas do enfrentamento em suas paredes de tijolos revestidos com massa.

“Esses buracos podem ter sido produzidos por balas de fuzil ou estilhaços”, explica a historiadora Cláudia Ribeiro, diretora do Museu Histórico Major Novaes, de Cruzeiro. Segundo ela, a passagem ferroviária da Mantiqueira foi o último foco da resistência paulista à entrada das tropas federais no front leste da guerra civil. “Os federais só conseguiram tomar Cruzeiro bem no fim da revolução e, quando entraram na cidade, foi para assinar o cessar fogo, após a rendição dos paulistas. O armistício que encerrou a revolução, em 2 de outubro de 1932, foi assinado no Colégio Dr. Arnolfo Azevedo, até hoje uma escola do município.”

Como aconteceu nas principais frentes de batalha, Cruzeiro entrou na guerra por ter sido, na época, um importante entroncamento ferroviário, localizada próxima das divisas. Quando estourou a revolução, os trens passaram a ser usados para levar soldados e armas para as linhas de frente e o túnel se tornou estratégico para os dois lados. “A tropa paulista seguiu de trem para tomar Passa Quatro, em Minas. Quando foi obrigada a recuar, ocupou posição naquele ponto da Mantiqueira, de forma que, do outro lado, os federais só chegavam até o túnel e não conseguiam ir adiante. Foi no túnel que os paulistas usavam as matracas que, com o eco, pareciam metralhadoras.”

Conforme a historiadora, a logística da guerra, na região, estava centrada nos trilhos. Inicialmente, as tropas paulistas que chegaram a Cruzeiro de trem se aquartelaram na estação e em outras dependências ferroviárias. Os jardins do Solar dos Novaes, casarão de 1846 tombado e restaurado pelo Condephaat, órgão do patrimônio paulista, foram usados como acampamento pelos soldados. O imóvel pertencia à família de Manuel de Freitas Novaes Neto, o capitão Neco, um dos heróis de 32 e o responsável pela defesa do túnel da Mantiqueira.

Em 5 de agosto, quando seguia com uma patrulha para restabelecer as agulhas de um desvio, para que o trem blindado avançasse, ele foi cercado por uma tropa inimiga. Conta-se que um sargento federal gritou: “Renda-se, paulista!”. O capitão Neco, armado só com uma espada, respondeu: “Um paulista morre, mas não se rende.” Ele ainda foi socorrido com vida, mas morreu horas depois. O ato de heroísmo contribuiu para que Cruzeiro fosse declarada por lei estadual de 2008 a Capital da Revolução.

Abandono. Em 1991, com o fechamento do ramal de Cruzeiro a Três Corações, o túnel e a ferrovia foram abandonados pela Rede Ferroviária Federal. No lado mineiro da ferrovia, a ABPF já mantém o Trem Turístico da Mantiqueira, que circula em fins de semana e feriados. 

O projeto do trem turístico de Cruzeiro já saiu do papel com a compra, pela ABDF, de parte dos 40 mil dormentes que serão usados para recompor os 24 km de trilhos entre a estação e a entrada do túnel. Conforme o presidente Bruno Crivellari Sanches, 99% dos trilhos estão em bom estado. Bruno trabalha com o pai, Jorge Luis Sanches, na oficina de recuperação de locomotivas a vapor e a diesel, em Cruzeiro.

“Meu pai e meu avô fizeram parte da Revolução e tinham ligações com a ferrovia. É um patrimônio importante que está abandonado. Estamos acertando as parcerias e, em agosto, iniciamos a recuperação dos primeiros seis km”, disse Jorge.

A prefeitura de Cruzeiro informou que a estação ferroviária também será restaurada. O prédio foi inaugurado em 1878, na antiga Estrada de Ferro D. Pedro II, que depois se tornou E.F. Central do Brasil. Era também o ponto de partida da estrada de ferro mineira. 

O caminho para o blindado da morte

Os trilhos serviram para suprir a falta de recursos bélicos das forças paulistas que, desde o movimento armado de 1930, deixaram de receber investimentos do governo de Getúlio Vargas. “Aí prevaleceu a criatividade do paulista e surgiu o trem blindado, que a nossa propaganda pintava como algo terrível”, afirma o pesquisador Eric Lucian Apolinário, autor do livro Inverno Escarlate – 1932 – Vida e Morte nas Trincheiras do Front Leste, lançado em novembro. “Eram seis. Uma composição um tanto sinistra, que dava medo nos soldados federais. O trem chegava até próximo das trincheiras e despejava a artilharia. Na verdade, mais assustava do que era eficiente.” 

Só que o suporte dado pelas ferrovias à revolução cobrou um preço caro. “Além do bombardeio de estações e linhas, no fim, já no desespero da retirada das tropas paulistas, as pontes eram dinamitadas ou incendiadas para retardar a perseguição.” 

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Mostra ressalta ‘vitória social’ da Revolução de 32, do voto à indústria

Galeria mantida por associação de funcionários públicos, protagonista do conflito, traz histórias marcantes da guerra civil

Tulio Kruse, O Estado de S.Paulo

09 de julho de 2019 | 03h00

SÃO PAULO – O título de eleitora de Maria Bernini Pedrozo, de 1934, está guardado até hoje em uma vitrine, como uma das conquistas da Revolução Constitucionalista. Dois anos após a guerra civil, aquela foi a primeira vez em que mulheres foram às urnas no Brasil. A poucos metros de distância, fica o retrato da primeira deputada federal eleita no País, Carlota de Queiroz, médica que liderou o atendimento a feridos dos batalhões paulistas em 1932.

Os dois itens estão entre os mais de 200 em exposição na Galeria Jorge Mancini, o maior acervo conhecido de relíquias do conflito, que opôs insurgentes liderados por São Paulo contra o governo provisório de Getúlio Vargas. A guerra é considerada o principal fator que levou ao período democrático que durou de 1934 a 1937. “O movimento perdeu no campo de batalha, mas ganhou na democracia”, resume a idealizadora do espaço, Thais Helena Costa, que doou o título de eleitora da mãe, a costureira Maria Pedrozo. “Foi uma reviravolta na posição da mulher na sociedade.”

Mantida pela Associação dos Funcionários Públicos do Estado de São Paulo (Afpesp), na Sé, no centro da capital, a galeria serve de referência quando o assunto é preservação da memória da revolução. Dali são feitos empréstimos a muitas exposições especiais sobre o tema, com uniformes originais da tropa, balas, capacetes e cartazes da campanha de mobilização dos voluntários. 

As mulheres tiveram protagonismo no front e na retaguarda. Na galeria, um caderno com orientações de enfermagem, escritas à mão, mostra como as cuidadoras experientes treinavam as mais novas. Elas organizavam o envio de comida, a arrecadação de fundos, trabalhavam na indústria bélica e também pegavam em armas. 

A cozinheira Maria José Barroso ficou conhecida por se incorporar a um destacamento militar e ganhou o apelido de Maria Soldado. Ela dá nome a um museu no Obelisco do Ibirapuera, onde há um mausoléu dedicado aos heróis da revolução. 

Na comemoração dos 87 anos da revolução, a Afpesp também exibe a mostra visual Identidade, um vídeo que reúne relatos de ex-combatentes e narra o conflito do início ao fim. E registra algumas das histórias mais marcantes da guerra – como a do Batalhão Paes Leme, que barrou o avanço das tropas governistas por semanas em Pouso Alegre, próximo da divisa de Minas Gerais e São Paulo. “Estamos admirados da coragem da nossa gente”, diz a carta do ex-combatente Bento Queiroz Telles, entrevistado no vídeo.

O nome da galeria homenageia seu maior doador, Jorge Mancini, que com outros cinco irmãos se alistou no Exército Constitucionalista Paulista. A própria história da Afpesp está ligada à oposição de paulistas e getulistas. A entidade surgiu em 1931, entre o golpe que instituiu o governo provisório de Vargas e o início da revolução, para defender os direitos de funcionários públicos que se sentiam perseguidos pelo governo federal. Mancini foi um dos muitos que, ao voltar da guerra, deixaram na associação o que trouxera do campo de batalha. 

Indústria

A consolidação do maior parque industrial do País, em São Paulo, é atribuída por muitos historiadores a um dos resultados da revolução em 1932. Isolados pelas forças federais de Vargas, os paulistas tiveram de se voltar aos próprios recursos para levar em frente o conflito. Nos três meses de duração da guerra, as fábricas do Estado conseguiram colocar cinco trens blindados nas ferrovias, essenciais para a o transporte de soldados e equipamentos. As composições eram protegidas por chapas metálicas, uma inovação para a época.

No mesmo período, as tropas também trocaram quepes de pano por capacetes de ferro produzidos localmente. Até lança-chamas – inventados na 1.ª Guerra Mundial – foram usados no combate, como mostra uma das fotos do acervo. Ao fim do conflito, as indústrias que se mobilizaram no lado mais fraco da guerra seguiram entre as mais competitivas do País. “São Paulo ganhou um corpo de desenvolvimento muito maior a partir da Revolução de 32”, diz o gerente da Coordenadoria de Educação e Cultura da Afpesp, Hosaná dos Santos Dantas. 

Associação premia ‘Estado’

A Associação Comercial de São Paulo (ACSP), uma das entidades que deu apoio ao movimento constitucionalista de 1932, premiou o Estado com o colar Carlos de Souza Nazareth. A honraria foi recebida pelo diretor presidente do Grupo Estado, Francisco Mesquita Neto, na quinta-feira. O colar leva o nome do presidente da ACSP durante o conflito e foi criado para preservar a memória da Revolução de 32 e reverenciar pessoas e instituições dignas de reconhecimento público. 

“A Revolução Constitucionalista é a origem da força da nossa federação”, disse o presidente da ACSP, Alfredo Cotait Neto. “A liderança que São Paulo exerce no Brasil é graças ao início esse movimento. São Paulo mostrou, na defesa dos nossos ideiais, o que era importante para a sociedade brasileira.”

Receberam a outorga do colar, também, a Fundação Bradesco e o coronel Luiz Eduardo Pesce de Arruda, da Polícia Militar, que é estudioso da Revolução de 1932.

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Antônio Penteado Mendonça
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Análise: 1932 – Uma derrota ou uma vitória?

O anseio dos paulistas era a possibilidade de manter as importantes vitórias sociais que haviam conquistado nos 70 anos anteriores

Antonio Penteado Mendonça, O Estado de S.Paulo

09 de julho de 2019 | 03h00

De 9 de julho a 2 de outubro de 1932, as tropas paulistas, mal armadas, mal treinadas e mal comandadas, com o apoio raquítico de Mato Grosso, lutaram contra a ditadura que governava o Brasil. Chamado de Revolução Constitucionalista, o maior movimento armado do século 20, no Brasil, tinha como mote uma nova Constituição, prometida por Getúlio Vargas, em 1930, mas que ia sendo adiada, transformando o país numa ditadura comandada pelo caudilho gaúcho com o apoio dos “tenentes”, grupo de jovens oficiais do Exército, que desde a década de 1920 tentava dar novo rumo político à nação.

Representado por uma nova Constituição, o anseio dos paulistas era a possibilidade de manter as importantes vitórias sociais que haviam conquistado nos 70 anos anteriores. A única chance de vitória teria sido a marcha fulminante em direção ao Rio de Janeiro, logo após a deflagração do movimento. Quando o coronel Euclides Figueiredo determinou que as tropas parassem na divisa do Estado para aguardar a chegada do general Klinger, escolhido pelos líderes revolucionários para chefe militar do movimento, a derrota no campo de batalha passou a ser uma questão de tempo.

Getúlio Vargas percebeu rapidamente que a sorte havia mudado e começou a asfixiar São Paulo, enviando tropas bem preparadas e bem armadas, em grande parte formadas pelas polícias dos outros Estados, para lutarem contra os revolucionários.

A luta teve momentos de bravura, de covardia, de competência e de incompetência de ambos os lados. Comparada com as grandes guerras que assolaram o mundo, a Revolução de 1932 é um evento menor, com perto de mil mortos. Como contraponto, a Guerra Civil Espanhola deixou mais de um milhão de mortos e desaparecidos em pouco menos de três anos de combates.

Mas 1932 é apenas uma etapa de um movimento muito mais amplo, iniciado em São Paulo na segunda metade do século 19, e que tem como colunas o ciclo do café, a abolição da escravidão, a imigração e os ideais republicanos (bem diferentes dos esposados pelos proclamadores da República). 

Os voluntários paulistas pegaram em armas em 1932 porque desejavam manter os avanços sociais que transformaram o Estado na potência econômica do País. Soma das vontades, competências e poder econômico dos paulistas tradicionais e dos imigrantes que vieram aos milhares dos mais variados países para cá, São Paulo era diferente dos demais Estados brasileiros.

A diferença não era apenas no grau de riqueza do Estado, ela permeava a sociedade em escolas públicas de alto nível, atendimento à saúde, em grande parte oferecido pelas Santas Casas, políticas sociais adotadas pelos empresários de comum acordo com os trabalhadores, valores éticos, respeito ao trabalho e ao sucesso individual e contínua busca pela melhora das condições de vida da população. 

Ao ver os “tenentes”, apoiados por Getúlio Vargas, tentando mudar o duramente conquistado, os paulistas pegaram em armas para defender os valores morais, o respeito ao trabalho, a educação e a saúde que eram realidade no Estado. 

Como diz o poeta Paulo Bomfim, um dos maiores conhecedores da Revolução de 1932, ninguém morre por uma Constituição, muito menos num país com perto de 80% de analfabetos, como era o Brasil à época, o que faz a ideia de Constituição ser algo no mínimo abstrata.

Muito mais que uma Constituição, o que moveu os paulistas foram os princípios éticos que dão dignidade e permitem o desenvolvimento de uma sociedade. Tanto que, já em 1934, São Paulo cria a USP, a primeira e melhor universidade do País, como passo seguinte em sua jornada rumo ao progresso. E até hoje a marcha prossegue.

Pena que nem sempre o Brasil comungou com São Paulo e que, ao longo das últimas décadas, tenhamos perdido os valores que deram vida a 1932. Se eles tivessem sido adotados pela nação o Brasil seria outro País. 

*É EX-PRESIDENTE E ATUAL 1º SECRETÁRIO DA ACADEMIA PAULISTA DE LETRAS

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Artigo: Uma saudade doce de Paulo Bomfim

Há uma incontável coleção de figuras e histórias, tão típicas da São Paulo antiga, que percorrem seus poemas e crônicas

Luiz Carlos Trabuco Cappi*, O Estado de S.Paulo

09 de julho de 2019 | 03h00

Eu tenho por certo que a língua é uma das principais forças na construção de uma cultura, e que a cultura é a base de constituição de uma sociedade. O passado comum, a memória, a tradição, a história são os laços que formam e mantêm um povo e lhe dão identidade. Os que fazem da língua o seu instrumento de trabalho – jornalistas, cronistas, ficcionistas, poetas – são fundamentais para a própria vida de uma comunidade e para a sua permanência como tal ao longo do tempo. Digo isto para lembrar um amigo, o poeta, jornalista e cronista Paulo Bomfim, morto no último domingo, aos 92 anos de idade. Escreveu poemas e crônicas, e narrou memórias num programa da Rádio Cultura, praticamente até o os últimos dias de sua vida. A contar de seu primeiro livro, publicado em 1946, foram 73 anos de intensa atividade cultural. Poucos podem contar tanto tempo de serviço, e tanto trabalho feito: foram 37 livros publicados, muitos traduzidos para várias línguas, além de um sem-número de poemas que ele costumava levar no bolso do paletó e que ocasionalmente lia para os conhecidos.

A substância de sua literatura, o tema praticamente invariável, era a cidade de São Paulo. Tinha um amor quase obsessivo pela cidade, pelas suas ruas, seus boêmios, seus antigos bares, cafés e pontos de encontro, pelos seus grandes personagens e também pelas pequenas criaturas. O paulistano anônimo, aliás, foi o personagem de seu primeiro livro, Antônio Triste, que publicou aos 20 anos de idade e que lhe rendeu um prêmio da Academia Brasileira de Letras. Mas há uma incontável coleção de figuras e histórias, tão típicas da São Paulo antiga, que percorrem seus poemas e crônicas. Em seu conjunto eles formam um repositório, um patrimônio valioso para qualquer um que queira conhecer um pouco mais sobre o passado humano – digamos assim, o passado íntimo, lírico – desta grande cidade.

Paulo Bomfim cresceu em meio aos jovens modernistas de 1922, foi amigo íntimo de muitos deles. Era descendente de bandeirantes, e talvez venha daí o seu grande conhecimento histórico sobre São Paulo. Tal como muitos dos modernistas, como Mário de Andrade, Guilherme de Almeida, Antônio de Alcântara Machado, transformou-se numa referência da crônica paulistana. Certamente, sua literatura é um marco específico na cultura brasileira. Mas quero lembrar também o grande amigo, que promovia serões em sua casa que iam até tarde e encantavam a todos. Em seu salão – praticamente uma extensão da Academia Paulista de Letras –, ele nos entretinha com sua conversa calma, carinhosa, erudita. E esta é a imagem que eu guardarei desse homem extraordinário.

*PRESIDENTE DO CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO DO BRADESCO

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