Trens não terão mais divisórias entre vagões

Composições já vistas na Linha 4 passarão a operar em outros ramais paulistanos

Caio do Valle,

18 de agosto de 2011 | 00h43

Vai ficar um pouco mais fácil encontrar espaço dentro dos trens lotados da Companhia do Metropolitano de São Paulo (Metrô), a partir de 2013. Os novos trens que estão sendo adquiridos para todo o sistema serão como os que servem a Linha 4-Amarela desde o ano passado, sem divisórias entre os vagões. Desta forma, um passageiro poderá deslocar-se por toda a composição em busca de lugar.

Haverá 41 trens circulando com essa característica nas linhas 1-Azul, 2-Verde, 3-Vermelha e 5-Lilás - esta última deve ser a primeira a receber as unidades. Desde os anos 1970, até hoje, o metrô nunca operou trens com essa característica, bastante comum no exterior.

A Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) tem composições (algumas delas bastante antigas) que permitem a migração entre os carros, como na Linha 12-Safira, ligando o Brás a Poá.

Parte dos usuários ouvidos ontem pela reportagem aprova a iniciativa. "As pessoas vão conseguir se encaixar um pouco melhor", disse o corretor de imóveis Anderson Machado, de 38 anos, que utiliza a Linha 3. "Acho que vai dar uma pequena aliviada no tumulto dentro do trem na hora do rush", afirmou a operadora de caixa Laís Oliveira, de 26 anos, que embarca na Estação Palmeiras-Barra Funda.

Contudo, há quem desconfie de que a medida poderá não surtir efeito. É o caso da universitária Narjara Koch, de 28 anos, que percorre diariamente um trecho da Linha 1. "Eles precisam se preocupar em aumentar o número de trens."

Segundo o edital lançado para a compra de 15 desses trens, as composições terão capacidade para 2,2 mil passageiros, ou seja, mais do que os 2 mil que podem ser levados em cada uma das composições mais recentes da Linha 2. Diferentemente dos 14 trens sem divisória da Linha 4, as composições que vão passar a circular nos próximos anos no restante do sistema continuarão sendo operadas por condutores.

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