Trens batem em Francisco Morato: 30 feridos

Composição vazia colidiu com outra cheia de passageiros; condutor alegou mal súbito

BRUNO RIBEIRO, CAIO DO VALLE, O Estado de S.Paulo

19 de dezembro de 2012 | 02h04

Uma colisão entre dois trens deixou 30 pessoas feridas na manhã de ontem na Estação Francisco Morato da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM). O acidente, que parou a Linha 7-Rubi, é a 28.ª falha grave do ano no sistema ferroviário, segundo a própria empresa, controlada pelo governo do Estado.

Por volta das 5h30, uma composição vazia bateu em outra que estava parada, já com passageiros, na plataforma. O trem vazio ia no sentido da Estação da Luz, no centro de São Paulo. Em depoimento à Polícia Civil, o maquinista alegou ter sofrido um mal súbito no momento da ocorrência. O serviço no ramal só voltou à normalidade mais de cinco horas depois da colisão.

Em todo o ano, essa foi a terceira batida entre trens da CPTM. A última, em fevereiro, aconteceu na mesma linha do acidente de ontem, na Estação Vila Clarice.

Passageiros disseram que houve gritaria após a colisão e algumas pessoas ficaram ensanguentadas. Mas o estado de nenhum ferido foi considerado grave pela empresa. A CPTM contesta o número de vítimas (30) apresentado pela Polícia Civil. Pelas contas da companhia, 24 pessoas precisaram de atendimento.

O delegado-assistente de Francisco Morato, Herton Lemos Ferreira, diz que o número de feridos leves pode ser maior, já que muitos preferiram seguir viagem quando a circulação foi retomada, sem prestar queixa. O caso foi registrado como lesão corporal e desastre ferroviário. A CPTM informou que abriu sindicância para apurar o acidente.

Serviço ruim. Usuária há sete anos da Linha 7-Rubi, a promotora de vendas Isabel Cristina Correia, de 39 anos, reclama dos problemas enfrentados diariamente por passageiros do ramal. "Esses trens são um absurdo, lotados. Sempre tem alguma coisa, como paradas de vários minutos para aguardar o trem à frente", diz ela, que se feriu no acidente.

A passageira chegou a desmaiar: ela caiu e bateu a cabeça em um banco. Só acordou quando já a haviam colocado deitada na plataforma. Outra queixa é sobre a situação da Estação Francisco Morato, que tem escadas íngremes e é pouco acessível.

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