Tremor de 5,2 de magnitude atinge vários pontos de São Paulo

Sismo aconteceu a 270 km da capital, no Oceano Atlântico, e foi sentido em pelo menos quatro Estados

Agência Estado e Reuters,

22 de abril de 2008 | 21h24

Um terremoto de 5,2 de magnitude na escala Richter foi sentido em vários pontos da cidade de São Paulo na noite desta terça-feira, 22, segundo o US Geological Survey. A informação foi confirmada pelo professor Jorge Sand França, do Observatório de Sismologia da Universidade de Brasília (UnB). O sismo aconteceu a cerca de 270 km da capital, no Oceano Atlântico, e foi sentido por volta das 21 horas na capital paulista.  'Cadeira se moveu de um lado para outro', diz engenheiro  No litoral, tremor assusta a população de Santos Moradores do Rio sentiram abalo por 2 segundos Os dez tremores mais intensos no Brasil    O fenômeno durou 3 segundos e a cidade mais próxima do epicentro foi São Vicente, na Baixada Santista, a uma distância de 218 quilômetros, segundo o professor. França ressaltou que a ocorrência não foi inédita, embora tenha sido a primeira registrada este ano.  Moradores de toda a capital paulista, da Grande São Paulo e de outras cidades do Estado, como Santos e São Vicente, sentiram o tremor, que durou cerca de um minuto.  Por volta das 21h20, o Corpo de Bombeiros informou ter recebido vários comunicados sobre a ocorrência. De acordo com uma funcionária da polícia, várias chamadas foram feitas para relatar o incidente. A Defesa Civil confirmou o abalo, mas não há informações sobre ocorrências na capital, como imóveis ou estruturas atingidas. O engenheiro civil Steen Dalgas Frisch, de 80 anos, disse que sentiu o tremor de terra enquanto assistia televisão em sua casa, no Jardim Paulista, na região sul de São Paulo. "De repente, a cadeira começou a se mover de um lado para outro", relatou. O engenheiro contou que logo depois, até ligou para um amigo no bairro Paraíso, também na região sul, para confirmar o tremor. Segundo ele, o amigo também sentiu a vibração. Frisch disse que nem ele nem a esposa, Mary Dalgas Frisch, de 66 anos, ficaram assustados. No entanto, síndico do prédio onde mora, Frisch contou que recebeu muitas ligações de condôminos com medo de que o tremor abalasse o edifício. "Eles me ligavam dizendo: 'O prédio vai cair! O prédio vai cair!'" Sua atitude, afirmou, foi apenas acalmar os vizinhos. "A estrutura do prédio é firme", disse. Texto alterado às 22h27 para acréscimo de informações. 

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