Trem sofre pane e estação é depredada na zona leste

Falha afetou toda a Linha 11-Coral; tumulto em Guaianases durou cerca de 30 minutos e terminou com um jovem preso

Bruno Ribeiro, O Estado de S.Paulo

16 de setembro de 2010 | 00h00

Paus, pedras e até rojões foram atirados contra a Estação Guaianases, na zona leste, ontem de manhã, em protesto de passageiros contra a Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM). O tumulto ocorreu após fechamento da estação por problemas técnicos. Um homem foi preso.

Segundo a CPTM, um trem parou na Estação José Bonifácio, por causa de uma pane no circuito elétrico. "Por segurança, o sistema de proteção atuou imediatamente, fazendo a composição parar de trafegar", diz a companhia. É a segunda vez em dois meses que trens da Linha 11-Coral param por falta de energia. A linha é a mais movimentada da CPTM, com média de 521 mil passageiros transportados por dia.

O atraso afetou toda a linha. Em dias comuns, o intervalo entre os trens é de 5 minutos. Mas ontem estava levando mais do que o dobro desse tempo.

A companhia decidiu fechar os acessos à Estação Guaianases para evitar a superlotação nas plataformas de embarque. Do lado de fora, porém, usuários começaram os atos de vandalismo, que duraram cerca de 30 minutos e foram contidos pela Polícia Militar (PM) e pelos agentes da companhia. A CPTM relatou 24 janelas e 3 ventiladores quebrados. Segundo a Polícia Civil, os seguranças também foram atingidos por objetos arremessados pelos manifestantes.

Em nota, a companhia disse "estranhar" o uso dos rojões no protesto, "em um sistema de transporte público, em dia útil, às 7 horas". As investigações ficarão a cargo da polícia, mas o secretário de Estado dos Transportes Metropolitanos, José Luiz Portella, adiantou que não se suspeita de sabotagens aos trens da companhia.

Até a noite de ontem, a Polícia Civil não havia confirmado se o rapaz detido seria indiciado por vandalismo. Ele teria sido reconhecido nas imagens de TV que registraram o quebra-quebra.

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