Trem falha e passageiros andam pelos trilhos

Um problema técnico na rede aérea da Linha 9-Esmeralda da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM), na Estação Jurubatuba, sentido Osasco-Grajaú, dificultou ontem a volta para casa. Uma das vias de circulação entre Socorro e Jurubatuba foi interditada às 18h15. Os trens passaram, então, a circular nos dois sentidos por via única. Até as 23 horas, as equipes de manutenção ainda trabalhavam no local para "restabelecer a operação no trecho o mais rápido possível", informou a CPTM.

Damaris Giuliana, O Estado de S.Paulo

25 de maio de 2010 | 00h00

A interrupção ampliou o intervalo entre os trens e o tempo de permanência nas estações. Segundo a CPTM, a circulação estava normal no trecho mais movimentado da linha, entre Santo Amaro e Osasco.

Usuários. De acordo com o empresário Paulo André Pineda Fava, de 30 anos, que tomou o trem na Estação Santo Amaro por volta das 19h30, no sentido Osasco, o excesso de passageiros causou tumulto.

"No sentido oposto ao que eu estava, seguranças forçaram as portas para as pessoas saírem dos vagões. O problema é que elas desceram e caminharam pelos trilhos", relatou. "As pessoas precisaram colocar as mãos como apoio para as outras subirem porque as plataformas têm cerca de 2 metros de altura."

Demora. Outra usuária, a analista de auditoria Alexandra Teles de Oliveira, de 28 anos, chegou à Estação Morumbi às 18h20. "Já na entrada, havia uma fila fora do normal", contou. Segundo ela, uma funcionária estava perto das catracas para avisar sobre os atrasos. Normalmente, Alexandra leva cerca de 20 minutos para voltar para casa porque desce na Estação Cidade Jardim, mas ontem precisou do dobro do tempo. "Eu me arrisquei. Vim em um trem lotado, mas se eu quisesse um vagão onde não ficasse prensada, teria de esperar muito mais", avaliou.

Vandalismo. Em nota, a CPTM informou que "por volta de 20 horas, alguns usuários de uma composição, que circulava no sentido Grajaú e se aproximava da Estação Santo Amaro, acionaram o sistema de emergência, provocando a parada imediata do trem e abriram as portas para descerem à via, antes que o trem chegasse na plataforma". A empresa classificou o ato como "vandalismo".

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