Diogo Moreira/a2img/Governo de São Paulo
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Trem da zona leste ao aeroporto de Guarulhos começa a circular neste sábado

Em abril, Linha 13-Jade da CPTM funcionará das 10 às 15 horas, aos sábados e domingos, gratuitamente, e serviço será ampliado de forma gradual nos meses seguintes; ônibus da concessionária GRU farão trajeto circular entre os três terminais

Juliana Diógenes, O Estado de S.Paulo

30 Março 2018 | 03h00

Prometida para a Copa do Mundo de 2014, a linha de trem que liga a zona leste de São Paulo ao Aeroporto de Cumbica, em Guarulhos, será inaugurada neste sábado, 31, após quatro atrasos no cronograma inicial. Ao longo do mês de abril, os trens da Linha 13-Jade da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) circularão das 10 às 15 horas, aos sábados e domingos, gratuitamente. Segundo o governo estadual, o trajeto será feito em 15 minutos. 

A previsão é de que a linha, que passa ao lado do Parque Ecológico do Tietê, transportará em média 120 mil passageiros por dia. Os trens circularão por cima da Via Dutra e do Rio Tietê. A obra custou R$ 2,3 bilhões, incluindo a compra dos oito trens com oito carros cada. 

Com 12,2 quilômetros de extensão, a Linha 13-Jade fará conexão com a Linha 12-Safira (Brás-Calmon Viana) na Estação Engenheiro Goulart, na zona leste da capital. Duas novas estações também serão entregues amanhã: Guarulhos-Cecap e Aeroporto-Guarulhos.

A nova linha ligará a zona leste ao Terminal 1 do aeroporto – o menor deles. Lá ocorrem embarque e desembarque dos passageiros de voos das companhias aéreas Azul e Passaredo. 

Da estação Aeroporto-Guarulhos, com entrada e saída no estacionamento do Terminal 1, os passageiros que precisam utilizar os terminais 2 (voos domésticos da Latam, Gol e Avianca, entre outras) e 3 (Air France, American Airlines, Emirates, voos internacionais da Latam, Iberia e Qatar, entre outras) deverão pegar o ônibus gratuito fornecido pela concessionária GRU-Airport. O veículo fará um trajeto circular, passando pelos terminais 1, 2 e 3. O serviço começará amanhã e seguirá os horários dos trens – haverá ampliação conforme o horário dos trens for estendido.

Neste mês de abril, durante a operação assistida, os trens circularão com intervalo de aproximadamente 30 minutos. Da Estação Engenheiro Goulart até a Aeroporto-Guarulhos, o passageiro levará 15 minutos, segundo cálculos do governo Geraldo Alckmin (PSDB). Já em maio, o funcionamento continuará ocorrendo entre 10 e 15 horas, porém a operação será ampliada para todos os dias da semana. No período de horário reduzido não será cobrada tarifa. 

A tarifa, de R$ 4, passará a ser cobrada no mês de junho, quando o horário será estendido e os trens passarão a funcionar entre 4 horas e meia-noite, já no esquema regular.

Também entrará em vigor o serviço Connect. Durante o horário de pico, passageiros que moram próximo ao centro da capital paulista poderão pegar um trem na Estação Brás com destino à Estação Aeroporto-Guarulhos sem a necessidade de baldeação na Engenheiro-Goulart. O trajeto Brás-Aeroporto é estimado em 35 minutos, com o trem parando nas estações para embarque e desembarque. 

Em julho, está prevista a inauguração de outro serviço, o Airport-Express, que ligará a região central da capital paulista a Guarulhos. O serviço fará o trajeto da Estação da Luz – onde um novo acesso e uma plataforma antes sem uso estão em obras – até o aeroporto. Na Estação da Luz é possível fazer integração para as Linhas 1-Azul e 4-Amarela do Metrô, além das Linhas 7-Rubi e 11-Coral da CPTM, e para ônibus. O trajeto deverá ser feito em 35 minutos, e os trens terão quatro horários definidos ao longo do dia em cada um dos sentidos (ida e volta para o aeroporto). A tarifa será diferenciada, mas o valor ainda não foi definido pelo governo.

Atrasos e custos. As obras tiveram início em dezembro de 2013, já com atraso de nove meses, e o prazo de execução era de um ano e meio. Em março de 2016, a CPTM previu a conclusão da Linha 13-Jade para janeiro deste ano. Na ocasião, dois anos atrás, o governo estadual anunciou o terceiro atraso para a entrega da obra e a linha encareceu R$ 101 milhões. 

A gestão Alckmin argumenta que o trecho que passa sobre a Rodovia Ayrton Senna precisou ser alargado depois que a estrada ganhou uma quinta faixa de rolamento para melhorar o fluxo de veículos, dois meses antes do início da obra, em setembro de 2013.

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