Treinamento e colete reduzem riscos

Dois fatores são essenciais para a redução de riscos de jornalistas que atuam em áreas de conflito: treinamento e proteção adequada.

Roberto Lameirinhas, O Estado de S.Paulo

08 Novembro 2011 | 03h01

Cursos e programas de treinamento para correspondentes de guerra são promovidos, em geral, por entidades como as Nações Unidas e o Comitê Internacional da Cruz Vermelha. Normalmente, são dirigidos a profissionais que se expõem a perigos durante confrontos entre grupos de combatentes regulares ou irregulares.

Treinamentos específicos para repórteres que cobrem confrontos em áreas urbanas entre policiais e traficantes são mais raros. Na ausência deles, esses profissionais normalmente aplicam as recomendações de cursos de guerra ao cenário de combate à criminalidade comum.

Esses cursos são divididos em módulos que oferecem ao profissional regras gerais sobre como se comportar em uma área de guerra - dicas de como embarcar pela frente e na diagonal em um helicóptero militar ou como andar sobre a marca da esteira de um blindado de transporte para evitar que se pise em uma mina. Uma das sessões de treinamento para jornalistas mais conhecidas é a do Centro Argentino de Treinamento para Operações de Paz (Caecopaz), curso de uma semana ministrado por oficiais das Forças de Paz da ONU na instalação argentina de Campo de Maio, perto de Buenos Aires.

No caso dos coletes, a legislação militar restringe o uso de equipamento adequado para a proteção de civis. O cinegrafista da Bandeirantes vestia colete com nível de proteção III - o mais resistente autorizado pelas Forças Armadas para civis, mas inútil no caso de disparo de fuzil.   É EDITOR DE INTERNACIONAL DO ESTADO, FEZ O CURSO DO CAECOPAZ

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