Trecho Sul do Rodoanel terá pedágio em julho; parte Oeste já sofre com gargalos

Cobrança custará pelo menos R$ 2,40; enquanto isso, número de veículos no anel viário sobe de 195 mil por dia em 2009 para 225 mil hoje

Elvis Pereira e Renato Machado, O Estado de S.Paulo

11 Março 2011 | 00h00

Enquanto o Trecho Oeste do Rodoanel enfrenta aumento de tráfego e gargalos, o Trecho Sul já terá pedágio em julho. A concessionária SPMar, que assumiu esse trecho oficialmente ontem, informou que a conclusão das obras previstas no contrato de concessão deve ser antecipada. Ainda começou a contar ontem o prazo de seis meses para que o grupo vencedor da licitação comece as obras do Trecho Leste - que também terá pedágio.

Os problemas no Trecho Oeste vêm crescendo desde a inauguração, em outubro de 2002. Com as filas de veículos parados cada vez mais frequentes e alcançando dez quilômetros, a concessionária CCR estuda opções. Cogita-se adiantar uma obra prevista em contrato para 2020 - a quinta faixa no intervalo entre as Rodovias Castelo Branco e Raposo Tavares, considerado o mais problemático. Cada faixa pode receber até 2 mil veículos por hora.

Em 2009, circulavam por dia pelo trecho, em média, 195 mil veículos. Hoje, são 225 mil. Para a CCR, o cenário resulta de três fatores: a abertura do Trecho Sul do Rodoanel, o veto à passagem de caminhões na Marginal do Pinheiros, na capital, e a o aumento da frota em todo o Estado.

Os pontos de lentidão se tornaram mais comuns nos acessos à Castelo e à Raposo. O motivo de tanto congestionamento, na avaliação de especialistas, também é a mudança no perfil do Rodoanel. A via foi criada para atender caminhões e acabou invadida por automóveis, que correspondem a 75% do tráfego - moradores da capital e de locais como Alphaville, Tamboré e Cotia.

Sul e Leste. Ontem foi assinado o contrato de concessão dos Trechos Sul e Leste. A SPMar aproveitou para falar do pedágio. "A meta é terminar os trabalhos em quatro meses", disse o diretor executivo do consórcio, Marcelo de Afonseca e Silva. O contrato de concessão prevê que o vencedor da licitação faça uma série de intervenções no Trecho Sul em até seis meses, para então começar a cobrança de pedágio. Dentre as ações que devem ser adiantadas estão a criação de um Serviço de Atendimento ao Usuário (SAU), com guinchos e ambulâncias. Também podem ser necessárias melhorias de iluminação e sinalização.

O valor do pedágio ainda vai ser definido pelo consórcio e deve ser aprovado pela Agência Reguladora de Serviços Públicos Delegados de Transportes do Estado (Artesp). Mas se estipulou inicialmente R$ 2,19, com base em julho de 2009 - valor que precisará ser corrigido pela inflação. Portanto, o pedágio custará pelo menos R$ 2,40.

Ontem começou ainda o prazo de três anos para terminar o Trecho Leste - que também terá pedágio, com base em julho de 2009, de R$ 1,70. O governador Geraldo Alckmin (PSDB) disse que a Secretaria dos Transportes e o consórcio vão discutir a viabilidade de se fazer a via por etapas. "São até 36 meses para entregar tudo, mas há lotes que podem ser entregues antes." O secretário de Transportes, Saulo de Castro Abreu, disse que a gestão pretende tocar simultaneamente os Trechos Leste e Norte. / COLABOROU RODRIGO BRANCATELLI

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