Trecho Sul do Rodoanel poderá ter pedágio de R$ 2,19

Consórcio SPMar apresentou menor tarifa que concorrentes na licitação; proposta para Trecho Leste é de R$ 1,64; valores estão 63% abaixo do teto estipulado pelo governo de São Paulo

Beth Moreira, Agência Estado

04 de novembro de 2010 | 18h31

SÃO PAULO - O secretário de Transportes do Estado de São Paulo, Mauro Arce, informou que o contrato de concessão dos trechos sul e leste do Rodoanel Mário Covas, leiloados nesta quinta-feira, 4, deverá ser assinado até o fim do ano. O consórcio SPMar, formado pelas empresas Contern Construção e Comércio e Cibe Participações e Investimentos (do grupo Bertin), apresentou a melhor proposta, com deságio de 63,35% sobre as tarifas teto estipuladas no edital.

 

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A tarifa apresentada pela empresa foi de R$ 2,19 para o Trecho Sul (o valor poderia chegar a R$ 6) e R$ 1,64 para o Trecho Leste (que poderia ter pedágio de até R$ 4,50). As propostas feitas por outros dois consórcios tinham deságio de 12% e 5,11%: o grupo formado pelas empresas Serveng e Encalso cobraria R$ 5,28 e R$ 3,96, respectivamente, e as construtoras Odebrecht, Ecorodovias, Invepar e Queiroz Galvão apresentaram tarifa de R$ 5,69 e R$ 4,27.

 

O secretário lembrou que a proposta passa agora por uma fase de qualificação, quando a Agência de Transportes do Estado de São Paulo (Artesp) analisará os documentos de execução do projeto, o plano de negócios e os aspectos jurídicos, técnicos, fiscais e econômico-financeiros. O concorrente será declarado vencedor somente após a aprovação nessa segunda etapa.

 

Arce se mostrou feliz com a condução do processo, que recebeu três propostas apesar dos investimentos expressivos de R$ 5 bilhões previstos, com destaque para a construção do trecho Leste. O secretário afirmou, no entanto, não estar surpreso com o deságio apresentado. "Ficou em linha com o deságio do trecho Oeste, que foi de 61%", lembrou.

 

O secretário destacou ainda que a licitação de hoje é a maior na história das concessões de rodovias do Estado, em termos de investimentos. "E deve ser também a maior do País", acrescentou. Arce preferiu, no entanto, não comentar os pontos que teriam levado o consórcio SPMar a oferecer um deságio dessa magnitude. Ele lembrou apenas que três fatores são importantes para a construção de uma proposta: valor dos investimentos, volume de veículos esperado e margem de retorno. "São as três coisas que afetam uma proposta", explicou.

 

Trecho Norte. O governador do Estado de São Paulo, Alberto Goldman, disse que o trecho Norte do Rodoanel Mário Covas deverá ser licitado já no primeiro semestre de 2011. Segundo Goldman, que participou do leilão dos trechos Sul e Leste da rodovia, o novo trecho exigirá investimentos de R$ 5 bilhões.

 

Segundo o governador, os financiamentos para o projeto estão praticamente fechados. Entre entidades que devem entrar na operação, Goldman citou o Banco Mundial, além do próprio governo de São Paulo e do governo federal. "Esperamos iniciar as obras desse trecho já em 2011, o que possibilitará a conclusão até 2014", afirmou. Goldman lembrou que o governo federal financiou parte das obras do trecho Sul do Rodoanel. Segundo ele, já foram liberados em torno de R$ 1,2 bilhão e faltam agora outros R$ 300 milhões. "A parcela que falta será utilizada em questões ambientais", disse.

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