Trecho de linha do Metrô de SP será fechado até as 21h no domingo

Mudança no horário da Linha-2 Verde, entre as estações Sacomã e Vila Prudente, ocorrerá para a instalação de sistema operacional

Caio do Valle, O Estado de S.Paulo

14 de setembro de 2012 | 13h39

SÃO PAULO - Em teste há vários meses, o mais novo trecho da Linha 2-Verde do Metrô de São Paulo, entre as estações Sacomã e Vila Prudente, fechará novamente para a instalação de um sistema operacional no próximo domingo, 16. Desta vez, no entanto, as paradas ficarão totalmente fechadas para o público até as 21h. Nos últimos domingos, o fechamento era só até as 12h.

Com isso, nenhuma das três estações desse percurso abrirá às 4h40 do domingo, ao contrário do restante do sistema, inclusive da Linha 2-Verde, que funcionará normalmente. Quem precisar utilizar o trecho no domingo poderá fazer o percurso por meio de ônibus especiais, sem pagar passagem extra, informou o Metrô em nota.

Não foi divulgado um prazo para o término dos testes no trecho do chamado CBTC, o novo sistema de orientação dos trens que está sendo montado na região. Ele permitirá, segundo o Metrô, deslocar as composições com intervalos menores umas das outras.

Os testes do CBTC no trecho Vila Prudente-Sacomã já são realizados ao menos desde o início do ano passado. No primeiro semestre de 2011, o Metrô chegou a informar, inclusive, que as estações Vila Prudente e Tamanduateí - entregues em 2010 - ainda não podiam abrir no horário integral porque restavam "horas de testes a serem executados no novo sistema", que eram feitos entre 21h, quando as estações fechavam, e meia-noite. Por causa disso, a operação plena das estações só pôde acontecer a partir de setembro de 2011, um ano depois da abertura do trecho.

A previsão inicial divulgada pelo Metrô era a de que o CBTC fosse implantado na Linha 2 ainda em 2011, o que não se concretizou, levando a mais testes e interrupções. Além disso, a lotação das plataformas nas horas de pico poderia ser menor se o sistema já estivesse funcionando.

No início deste ano, a estatal alegou que, por ser de "alta complexidade", o sistema "exige uma quantidade muito grande de testes" antes de entrar em operação.

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