André Bueno/CMSP/Divulgação
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TRE mantém cassação do vereador Camilo Cristófaro

Ele é acusado de ter fraudado a prestação de contas das eleições de 2016; mulher em situação de pobreza seria doadora de R$ 6 mil

Bruno Ribeiro, O Estado de S.Paulo

07 Dezembro 2018 | 00h59

SÃO PAULO - Por 6 votos a zero, o Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP) confirmou decisão de primeira instância que determinou a cassação do vereador paulistano Camilo Cristófaro (PSB). Ele é acusado de ter fraudado a prestação de contas das eleições de 2016, apontando como doadora de R$ 6 mil uma mulher em situação de pobreza. O julgamento desta quinta-feira, 6, foi de um recurso à cassação, determinada em junho pelo juiz Francisco Carlos Inouye Filho. 

A denúncia do Ministério Público dava conta de que a doadora não tinha bens declarados à Receita Federal e estava registrada como desempregada no Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged). A mesma pessoa física fez doações a outros políticos, como o prefeito de São Caetano do Sul, José Auricchio Júnior (PSDB), cuja prestação de contas também é questionada. 

O Estado não conseguiu contato com Cristófaro. A Câmara Municipal informou, em nota oficial da assessoria de imprensa da Presidência da Casa, que “não foi comunicada oficialmente, mas informa que sempre cumpre determinações judiciais”.

Com a decisão, Cristófaro foi condenado à perda do mandato que vinha exercendo desde janeiro de 2016, mas não se tornou inelegível. Assim, poderá disputar nova eleição.

Tucano

Se a decisão for confirmada, Cristófaro dará lugar ao vereador Dalton Silvano (DEM), parlamentar que já atua no Legislativo como suplente. Assim, ingressará na casa o candidato Beto do Social (PSDB), que completará o mandato até o fim de 2020. 

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