Trava soltou a uma altura entre 20 e 30 metros

Testemunhas dizem que adolescente foi arremessada quando brinquedo freou

VINHEDO, O Estado de S.Paulo

25 Fevereiro 2012 | 03h01

O brinquedo La Tour Eiffel tem, de acordo com descrições no site do Hopi Hari, 69,5 metros de altura, o que equivale a um prédio de 23 andares. Gabriella Yukari teria caído de uma altura entre 20 e 30 metros, no momento em que o equipamento passa por um processo de desaceleração - a velocidade máxima chega a 94 km/h.

A polícia ainda não tem nenhuma hipótese sobre o que pode ter ocorrido e vai aguardar o laudo do Instituto de Criminalística (IC), que só deve ser liberado em 30 dias.

O delegado de Vinhedo, Álvaro Santucci Noventa Júnior, responsável pelo caso, informou que a trava do equipamento se soltou e a garota foi jogada para fora do brinquedo. "Duas das quatro testemunhas ouvidas até agora foram categóricas em dizer que, quando começou a desaceleração do brinquedo, a trava foi liberada, abrindo para cima, e o corpo da vítima foi projetado para a frente."

Relato. A auxiliar de administração Kátia Carmélia Generoso Damasceno, de 30 anos, que visitava o parque com o marido e dois filhos, de 4 e 5 anos, relatou que o caso deixou todos em volta em desespero. "Estava passando pelo brinquedo, parei para olhar e, quando houve aquela freada brusca, a vi sendo arremessada."

"A catraca dela já estava aberta. As outras só abriram quando o brinquedo desceu", disse a moradora de Belo Horizonte. "As pessoas botavam a mão na cabeça e gritavam. Meu marido foi lá ajudar e voltou chorando. Era uma cena muito triste."

Todos os relatos coletados até agora e os testes técnicos, porém, não permitem dizer que houve um problema no brinquedo. "Não posso dizer, nesse instante, que houve falha técnica no mecanismo", ressaltou Noventa Júnior. Ele e uma equipe de técnicos chegaram ao local do acidente cerca de uma hora depois da queda e fizeram uma série de testes em La Tour Eiffel, fazendo o equipamento subir e descer repetidas vezes.

Não foram constatados problemas nem na cadeira nem na trava e o mosquetão usado para prender os visitantes estava intacto. As testemunhas, assim como os operadores, relataram que todas as travas foram checadas manualmente, antes da queda da menina - como mandam as normas gerais de segurança.

"Um dos operadores a viu cair de frente, mas não soube precisar o que aconteceu", relatou o delegado. Ele também ouviu os engenheiros do Hopi Hari, mas nenhum foi capaz de apresentar uma hipótese para o que teria ocorrido.

Noventa Júnior ainda deve ouvir mais testemunhas, antes de concluir o inquérito. Provavelmente, os pais da vítima só serão ouvidos na próxima semana. / FELIPE TAU e TATIANA FÁVARO

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