Transporte público torna-se só opção

Análise: Creso de Franco Peixoto

É MESTRE EM TRANSPORTES, PROFESSOR DE DISCIPLINAS DE TRANSPORTES DA FUNDAÇÃO EDUCACIONAL INACIANA (FEI), O Estado de S.Paulo

02 Abril 2012 | 03h06

A população paulistana cresce 8% em uma década. Já a motorização avança 19%. A capacidade viária não suporta o modelo solitário.

Ao buscar o metrô, o paulistano não encontra linha e estação próximas. Sua extensão aumenta 50% em 10 anos. Atinge 74 km. Insuficiente. Precisaria de 200 km para provocar o desejo de deixar o carro em casa.

Dessa forma, o transporte público resume-se ao ônibus. Em dez anos, a demanda cresce 150%, mesmo diante da pouca confiabilidade do sistema. Ônibus com velocidade de percurso idêntica ou superior à dos automóveis rende adesão, compensa a falta de malha do metrô. Para tanto, corredores exclusivos maximizam a velocidade e o aproveitamento de recursos financeiros. Custam menos do que metrôs.

Em São Paulo, a estagnação desses sistemas exige releitura. O tráfego crescente permite observar ônibus com velocidade de 4 km/h, a ilustrar o esgotamento do modelo motorizado. Coletivos tão rápidos quanto o caminhar a pé.

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