Transporte público terá reajuste escalonado

A pedido do governo federal, o governo do Estado de São Paulo e a Prefeitura paulistana farão reajustes escalonados nas tarifas dos transportes públicos, respectivamente em abril e junho, para minimizar o impacto dos aumentos na inflação. O Estado já havia antecipado que a passagem dos ônibus na capital será reajustada a partir de 1.º de junho deste ano.

GUSTAVO PORTO, O Estado de S.Paulo

23 Janeiro 2013 | 02h04

O aumento do transporte estadual (Metrô, CPTM e EMTU) equivale a 0,426 ponto porcentual na inflação. A Prefeitura, no entanto, não soube informar o impacto do reajuste dos ônibus no índice, mas estima que o total, com o reajuste do governo estadual, possa ser de 1 ponto porcentual na inflação. Em entrevista à Rádio Estadão, o prefeito Fernando Haddad (PT) confirmou que o ministro Guido Mantega o procurou para tratar do reajuste da tarifa, pedindo para que não ficasse concentrada no início do ano.

O porcentual da correção das tarifas, no entanto, ainda não está definido, mas o aumento da tarifa do metrô, dos trens e dos ônibus metropolitanos, sob responsabilidade do Estado, deverá ocorrer em abril, apontou ontem o secretário estadual dos Transportes Metropolitanos, Jurandir Fernandes. "Houve entendimento de que o reajuste será diluído para não impactar a inflação", disse.

O secretário municipal de Transportes de São Paulo, Jilmar Tatto, afirmou que o reajuste de junho deve obedecer a inflação acumulada em quase dois anos em que não houve mudança no preço da passagem. No entanto, além de não haver um porcentual definido, não foi acertado se haverá aumento no subsídio repassado pela Prefeitura às empresas de ônibus para diminuir o impacto do aumento para os usuários.

Os dois secretários participaram ontem da reunião entre o governador Geraldo Alckmin (PSDB) e o prefeito Haddad.

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