Trânsito é complicado no centro devido a protesto de motoboys

Às 9h30, CET registrou o 2º maior pico de lentidão do ano para o horário da manhã, com 74 km de lentidão

Solange Spigliatti, do estadao.com.br,

18 de janeiro de 2008 | 11h19

O protesto de motoboys complicava o trânsito em São Paulo na manhã desta sexta-feira, 18. A região central da cidade era a mais prejudicada, segundo a Companhia de Engenharia de Tráfego (CET). A estimativa da Polícia Militar é de que pelo menos 800 motociclistas estavam concentrados em frente à Prefeitura.   Motoboys protestam e prometem atrapalhar o trânsito em SP  Kassab recua de proibição a garupa em moto   Kassab quer agora proibir garupa; você concorda?      A CET confirmou que, às 9h30 desta sexta, foi registrado o segundo maior pico de congestionamento em toda a cidade no período da manhã para o mês de janeiro. No horário, a cidade registrou 74 km de lentidão. A primeira marca foi verificada na quinta-feira da semana passada, dia 10, quando foram verificados 82 km de congestionamento às 10 horas.   Por volta das 11 horas, eles se concentravam na Praça do Patriarca, protestando contra a proibição de circulação de motos na pista expressa das marginais do Tietê e do Pinheiros a partir do dia 11 de fevereiro.   O Viaduto do Chá chegou a ficar interditado por alguns minutos, mas às 11 horas já estava liberado, mas uma faixa da direita da Rua Líbero Badaró continuava interditada. Um outro grupo de motociclistas estava na Rua da Consolação, próximo à Xavier de Toledo, e se dirigia à Prefeitura para se juntar aos manifestantes.   Os manifestantes usavam um carro de som no protesto. As ruas no entorno da Prefeitura estavam isoladas com grades e policiais. Um helicóptero Águia da Polícia Militar também acompanhava a manifestação, que seguia pacífica.   Sem bloqueios   Diferentemente da manifestação de sexta-feira, o presidente do Sindimotosp, Gilberto dos Santos, garantiu que nenhuma via será bloqueada nesta sexta. "Seguiremos em apenas uma pista e com um caminhão de som à frente", disse o líder, sem estimar o número de participantes.   Santos, cuja entidade representa 130 mil motoboys e tem 20 mil filiados, explicou que com o protesto pretende sensibilizar a Prefeitura para que se suspenda as restrições. Ele também critica o projeto de proibição da circulação de passageiros na garupa, a ser analisado pela Câmara em fevereiro.A categoria reagiu também a ações do governo federal, como a obrigatoriedade de selos do Inmetro nos capacetes, uso de coletes e o aumento de 38,25% do DPVAT - o seguro obrigatório.O Sindicato dos Trabalhadores Motociclistas Empregados (Sindimoto) marcou protesto para terça-feira, às 7h30, na Praça Ramos de Azevedo, centro. Ontem, a Força Sindical e a Associação dos Mensageiros, Motociclistas e Mototaxistas (AMMSP) anunciaram outra manifestação, para o dia 30, às 9 horas, na Prefeitura. O presidente da Força, deputado Paulo Pereira da Silva (PDT), disse que, diante das restrições da Prefeitura aos motoboys, vai romper com Kassab. Mas admitiu que há outra motivação: "Sou um dos nomes (de candidato a prefeito) do bloquinho (PDT, PCdoB e PSB). Entregaremos a subprefeitura do Itaim Paulista e a Secretaria do Trabalho". var keywords = "";   (Colaborou William Glauber, de O Estado de S. Paulo.)

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