Trajeto de 20 minutos demorou 2 horas e meia

A falha na Linha 9-Esmeralda afetou milhares de pessoas que disputavam espaço dentro dos vagões e nas estações. No trem em que estava o analista de comunicação Gustavo Iwanaga, de 20 anos, uma mulher desmaiou com o calor. "Quebraram a janela da saída de emergência e chamaram os seguranças para tirá-la", disse Iwanaga. "Lotado é pouco para a situação."

O Estado de S.Paulo

05 Janeiro 2013 | 02h01

O jovem, que mora no Grajaú e trabalha no Morumbi, ambos bairros da zona sul, leva cerca de 20 minutos para fazer esse percurso todos os dias. Ontem, o trajeto demorou duas horas e meia. "Na catraca havia uma folha de papel que avisava sobre uma pane elétrica e um anúncio era feito pelo sistema de som. Eu já estava lá dentro e não fazia ideia que ia demorar tanto."

Iwanaga ficou 40 minutos só esperando o trem, na Estação Grajaú. Durante a viagem, as composições ficavam paradas mais de 15 minutos com as portas fechadas em cada estação.

Atrasos por causa da Linha 9-Esmeralda da CPTM já são comuns na rotina de Iwanaga. Ele conta que o chefe até se acostumou. Os dois entraram em acordo: nos dias em que as falhas dos trens atrasam a chegada ao escritório, ele fica até mais tarde para compensar.

O web desenvolvedor Felippe Linhares Serralvo, de 27 anos, demorou 40 minutos para completar um trajeto que geralmente faz em 10 - duas estações entre Cidade Jardim e Pinheiros. "Estava lotadíssimo. Como só ia andar duas estações, entrei e fiquei na porta." / J.D.

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