Tragédia matou sete pessoas e afetou 96 casas

Ainda em obras, a Estação Pinheiros do Metrô virou notícia mundial no dia 12 de janeiro de 2007. Uma grande cratera de 80 metros de diâmetro se abriu no meio da Rua Capri, engoliu carros, caminhões e ônibus e matou sete pessoas. Entre elas estavam cinco pedestres, um cobrador de ônibus e um motorista.

Renato Machado, O Estado de S.Paulo

27 de abril de 2011 | 00h00

Equipes de resgate permaneceram durante dias tentando retirar pessoas com vida do buraco, que também provocou impacto na vida de quem trabalhava ou morava na região de Pinheiros.

A Defesa Civil condenou 11 imóveis, 7 foram demolidos e 76 permaneceram interditados por várias semanas. Muitos nem chegaram a apresentar risco de desabamento, mas havia o receio de que a grua da obra caísse sobre as demais residências.

Por isso, muitos moradores precisaram passar uma temporada em hotéis. Foi o caso de Maria Lúcia Masso, hoje com 57 anos. Ela vive há três décadas em um prédio na esquina das Ruas Conselheiro Pereira Pinto e Gilberto Sabino - a menos de 100 metros de onde era a cratera. "Fiquei três meses morando em hotel. Não posso dizer que foi um período de todo ruim, mas foi conturbado, porque não era a nossa casa", contou. "Que bom que vão inaugurar a estação agora e os benefícios vão ser sentidos."

O consórcio responsável pela obra informou que "todas as famílias que de alguma forma foram afetadas pelo acidente fizeram acordos com o consórcio". Os familiares de mortos no acidente fecharam acordos nos primeiros três meses após a tragédia. Os valores de indenização não foram revelados. Há dois casos de moradores atingidos em que ainda não houve acordo e o processo tramita na Defensoria Pública do Estado.

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