Traficantes que teriam sido extorquidos por policiais depõem em Campinas

Dois acusados por tráfico seriam comparsas do sequestrador Andinho e aparecem nas investigações sobre suposto esquema do Denarc

Ricardo Brandt, O Estado de S. Paulo

01 de agosto de 2013 | 14h54

CAMPINAS - O Ministério Público ouve na tarde desta quinta-feira, 1, dois traficantes que teriam sido vítimas da suposta ação dos policiais do Departamento Estadual de Repressão ao Narcotráfico (Denarc), que extorquiam criminosos para permitir a venda de drogas em Campinas.

Os dois acusados por tráfico seriam comparsas do sequestrador Wanderson Nilton e Paula Lima, o Andinho, e aparecem nas investigações do MP sobre o suposto esquema de achaque, sequestro e tortura contra criminosos por parte dos policiais do Denarc.

Ao todo, 13 policiais foram detidos temporariamente no dia 15 - quatro já foram soltos - por envolvimento com o esquema. Os promotores do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) ouvem os depoimentos dos traficantes, que começaram por volta de 13 horas.

Flaviano Lima de Oliveira, conhecido como 'Aquiles', é considerado braço direito de Andinho na distribuição de drogas e atuaria na região de Ribeirão Preto. Ele foi preso no último dia 15.

Além de fornecer drogas para a quadrilha de Andinho, ele foi acionado pelo sequestrador, de dentro da penitenciária de segurança máxima de Presidente Bernardes, para um suposto ataque a promotores do Gaeco.

O outro ouvido é Carlos Alberto da Silva, conhecido como 'Frango', apontado como responsável pelo armazenamento e preparo das drogas. Ele foi detido por policiais investigados do Denarc, para forçar o grupo a pagar um resgate de um traficante no valor de R$ 200 mil.

Tudo o que sabemos sobre:
Denarc

Encontrou algum erro? Entre em contato

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.