Traficante colombiano aparece pela 1ª vez em público

Juan Carlos Ramirez-Abadia, preso nesta terça em São Paulo, está com a feição bastante alterada

07 de agosto de 2007 | 14h47

Juan Carlos Ramirez-Abadia, o "Chupeta", um dos maiores traficantes de drogas da Colômbia, foi fotografado pela primeira vez após ter sido preso no País, confirmando as expectativas de que está com a feição bastante alterada. O colombiano, um dos traficantes mais procurados do mundo, foi submetido a uma série de cirurgias para tentar passar desapercebido pela polícia.   Veja também: Imagens da operação que prendeu Abadia   Assim que a Polícia Federal brasileira comunicou ter capturado o traficante, especulou-se, no mundo todo, como estaria a aparência de Abadia. O jornal colombiano El Tiempo, que publicou a notícia com destaque em sua versão online, citou em seu texto, pela manhã, que "nas próximas horas, serão divulgadas fotografias reveladoras, que mostrarão o novo rosto de Chupeta", acrescentando que o traficante realizou "várias cirurgias plásticas para mudar sua fisionomia".   Juan Carlos Ramirez-Abadia, de 44 anos, foi preso às 6h30 desta terça-feira, 7, em Aldeia da Serra, na Grande São Paulo, durante a Operação Farrapos da Polícia Federal. Pelo menos 13 pessoas já foram detidas. A operação, segundo a Polícia Federal, tem como objetivo desarticular uma quadrilha internacional de drogas. Os agentes da PF cumprem 16 mandados de prisão e 28 de busca e apreensão nos Estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul.   O traficante -  procurado pela Agência Americana Antidrogas (DEA), que oferecia até US$ 5 milhões em troca de informações sobre o seu paradeiro - é um dos nove membros do Cartel de Norte del Valle processados pelos EUA. Ele é acusado de enviar anualmente centenas de toneladas de cocaína a Los Angeles e San Antonio, por rotas marítimas e aéreas que partiam da costa do México. Também é responsável pela criação sua própria rede distribuidora de drogas em Nova York e se dedicava ao transporte e comércio de heroína. Até a sua prisão, suspeitava-se que o traficante se escondia no Chile, Uruguai e Argentina.

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