Trabiju: 'Nossa cidade e dez'

Depois de morar 18 anos em Araraquara, a educadora Kelen Fabiana de Brito Souza, de 29 anos, achou que não se acostumaria à pequenina Trabiju, de 1.544 habitantes, a 323 km de São Paulo. Passados dez anos, ela diz que só muda dali se for obrigada. "Nossa cidade é dez", resume.

JOSÉ MARIA TOMAZELA , SOROCABA, O Estado de S.Paulo

05 de dezembro de 2012 | 02h01

Trabiju ficou em 1.° lugar no País no ranking municipal. A cidade do Meio-Norte do Estado teve nota 6,28 na escala de 0 a 10, acima da média nacional (5).

Kelen, que é coordenadora pedagógica de um projeto de formação de jovens agricultores do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar), vê motivos para gostar do lugar. "Durmo de janela aberta, deixo o carro na rua com os vidros abaixados, não acontece nada. Todo mundo se conhece, as pessoas cuidam umas das outras. É uma cidade arborizada, superlimpa, você está na rua e se sente em casa."

Joia. Fundada por ferroviários da antiga Estrada de Ferro Douradense, Trabiju - segundo os locais, o nome deriva do francês Trés Bijou, muito joia - tem uma das principais incubadoras de pintinhos do Estado, três grandes granjas, uma fábrica de ração, um frigorífico e outras pequenas empresas.

Entre outros índices, vale destacar que a cidade alcançou média de 5,5 no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb), que mede a qualidade do ensino fundamental. O índice de mortalidade infantil é zero desde 2002 e a cidade não registra homicídios há 11 anos, nem roubos há 9 anos - e o último furto de veículo ocorreu em 2005.

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