Amanda Perobelli/Estadão
Amanda Perobelli/Estadão

Trabalho de buscas em edifício que pegou fogo e desabou entra no sétimo dia

Bombeiros estimam que a retirada de todo material levará mais cinco dias

Juliana Diógenes, O Estado de S.Paulo

07 Maio 2018 | 10h02

SÃO PAULO - As buscas por desaparecidos após o desabamento do Edifício Wilton Paes de Almeida, no centro da cidade de São Paulo, entraram no 7° dia. Em uma semana, pelo menos 1,5 mil toneladas de entulho já foram retiradas do local. A previsão é de que os trabalhos durem mais cinco dias.

 

Nesta segunda-feira, 7, após retirarem os entulhos das bordas, continuam trabalhando na área 40 bombeiros, cães farejadores e as máquinas, que atuam na área central dos escombros. "Lá do meio, foram retiradas todas as lajes que estavam na parte do 6° pavimento para cima. Agora, está bastante limpo o terreno e conseguimos visualizar as fundações dos pilares. Vamos começar a acessar os pontos onde acreditamos que possa ter células de sobrevivência", explica o capitão do Corpo de Bombeiros, Marcos Palumbo. 

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Na tarde de domingo, uma arcada dentária e partes de um rosto foram encontradas no local. Segundo os bombeiros, a principal hipótese é de que seja de Ricardo Oliveira Galvão Pinheiro, o rapaz que caiu após tentativa de salvamento. Parte do corpo que seria de Pinheiro foi retirado dos escombros na sexta-feira, 4.

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 Vistorias. Começam nesta segunda-feira, 7, as vistorias a 69 ocupações na cidade. Do total, 48 ficam na região central e ao menos 13 estão em imóveis tombados pelo Conselho Municipal de Preservação do Patrimônio Histórico, Cultural e Ambiental da Cidade de São Paulo (Conpresp).

As vistorias envolverão a Defesa Civil, secretarias municipais e movimentos por moradias, dentre outros órgãos. A ideia inicial é montar cinco grupos de trabalho para dar celeridade ao processo.

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