Trabalho varia segundo patrão

Tentativas de mães contratarem babás de amigas, inflacionando o mercado e provocando brigas, não são raras. As nannies também conversam entre si nos playgrounds de bairros como o Upper West Side e o Battery Park e hoje, especialmente no caso das brasileiras, sabem negociar salários.

NOVA YORK, O Estado de S.Paulo

08 Abril 2012 | 03h01

O trabalho varia de acordo com o empregador. Babás e algumas patroas dizem que americanos não exigem que as nannies realizem outros serviços além de cuidar das crianças. Se o bebê dormir, a babá pode pegar uma revista e ler no sofá. Já a maioria dos brasileiros espera que ela cozinhe e limpe a casa. Casada com um americano, Débora Duval afirma que os homens dos Estados Unidos "não gostam de ver outra pessoa o tempo todo em casa". A babá é para cuidar das crianças quando os pais não estão presentes.

Mas nem todas as brasileiras são tão bem sucedidas como as supernannies nos Estados Unidos. Muitas delas sofrem no início, principalmente por não falarem inglês e estarem distante da família. Outras acabam retornando ao Brasil ou continuam em Nova York, mas com remuneração menor. "Eu poderia ser uma dessas pessoas. Não conhecia ninguém em Nova York, passava frio e estava longe dos meus filhos com um salário menor do que o mínimo aqui", conta Nadir, que não quis dar o sobrenome por estar ilegal no país. Por sorte, ela conseguiu mudar de emprego. "E eles pagaram até o meu curso de inglês." / G.C.

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