Trabalhadores da Fundação Casa marcam greve por aumento

Decisão final deve ser tomada em assembléia no dia 25 de outubro; eles pedem reajuste salarial de 17%

Solange Spigliatti e Fabiana Marchezi, estadao.com.br

17 de setembro de 2008 | 13h37

Os trabalhadores da Fundação Casa (antiga Febem) decidiram em assembléia entrar em estado de greve a partir desta quarta-feira, 17. Segundo a presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Entidades de Assistência e Educação à Criança ao Adolescente (Sitraemfa), Maria Gusmão Pereira, a categoria reivindica um reajuste salarial em torno dos 17%, 30 horas semanais para os técnicos, revisão do Planos de Cargos e Salários, além de melhores condições de segurança no trabalho. De acordo com a presidente, os funcionários terão uma nova assembléia marcada para o dia 25 de outubro, para decidir pela greve geral, caso as negociações não avancem. Em nota, a assessoria de imprensa da Fundação Casa afirma que ainda não tomou conhecimento da pauta de reivindicações do sindicato e que quando recebê-la, agendará reunião com os representantes do Sitraemfa, como sempre é feito quando se trata dos interesses dos funcionários da instituição. A instituição informa que, nos últimos três anos, concedeu 18% em reajustes. De 2005 a 2007, os reajustes superam todas as medições de inflação do período. A título de comparação, o IGPM, medido pela Fundação Getúlio Vargas, foi de 10,86%. Já o INPC, medido pelo IBGE, registrou 12,93% de inflação. A fundação também lembra que houve aumento nos valores do vale-refeição e de benefícios, como o auxílio-berçário. Por último, a instituição frisa que todas as unidades estão funcionando normalmente. Atualizado às 16h45 para acréscimo de informações

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