Clayton de Souza /AE
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Tour de princesa agita a cidade

A francesa casada com o príncipe da Dinamarca conheceu projetos sociais e visitou Kassab

Rodrigo Burgarelli, O Estado de S.Paulo

14 de setembro de 2010 | 00h00

Do momento em que o Sedan preto estacionou no pátio do prédio em Pinheiros, na zona oeste de São Paulo, até a porta traseira ser aberta, foram 15 minutos de ansiedade. Anfitriões se posicionavam na entrada, crianças esticavam o pescoço para conseguir enxergar, assessoras se perguntavam o porquê da demora e a organização pedia silêncio ao microfone. O motivo de todo alvoroço é simples: em um país republicano há quase 121 anos, não é sempre que se tem a chance de ver uma princesa de verdade.

Sua alteza em questão é a francesa Marie Cavallier, de 34 anos, princesa da Dinamarca. Ela ganhou o título em 2008, quando se casou com o príncipe Joachim, o mais novo da família real. Ambos chegaram ao Brasil no domingo, para passar uma semana no País visitando filiais de empresas dinamarquesas, políticos e programas sociais. Em sua primeira vez em São Paulo, Marie ficará dois dias na cidade.

Sozinha, a princesa foi na tarde de ontem à sede da Liga Solidária, organização social que atende 3.400 pessoas em São Paulo e é parceira do Grupo Lego - que, sim, também é dinamarquês. Lá, ela teve de dividir as atenções com o ex-futebolista Raí, cuja fundação beneficente também é parceira dos programas. "Quem eu preferi conhecer? Bem, os dois! Mas o Raí é demais, né?", disse a estudante Danúbia Menezes da Silva, de 13 anos.

Agenda. Esse foi o quarto compromisso de Marie no dia. Pela manhã, ela já havia visitado a Fundação Dorina Nowill, encontrado o prefeito Gilberto Kassab (DEM) e almoçado com diplomatas dinamarqueses no restaurante Figueira Rubaiyat, nos Jardins, zona sul. E, para provar que vida de princesa não é tão fácil quanto se pensa, ela ainda tinha mais dois eventos marcados: visitar a sede de uma empresa e, à noite, comparecer a um coquetel no Havana Club, no Hotel Renaissance.

"A agenda dela é lotada. É bem difícil achar um tempo livre para que ela conheça melhor a cidade", disse Anne-Marie Overbye, embaixatriz dinamarquesa no Brasil. Uma rotina compartilhada por todo o séquito real - são cerca de 15 pessoas acompanhando a princesa, entre motoristas, seguranças, guias, assessores e tradutores, entre outros.

A própria princesa reconhece a dificuldade. "Queria poder passar mais tempo aqui. Mas minhas primeiras impressões são de que São Paulo é uma cidade linda, que está crescendo muito rápido. O povo é bem acolhedor e gentil."

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