REUTERS/Daniel Rodrigo
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Torcedor detido em Oruro está entre as vítimas do ataque

Fábio Neves Domingos foi um dos acusados da morte de jovem de 14 anos na Bolívia, durante a Libertadores de 2013

O Estado de S. Paulo, O Estado de S. Paulo

19 Abril 2015 | 21h47

Entre os mortos anteontem na chacina estão um dos torcedores corintianos presos em Oruro, na Bolívia, em 2013, e um compositor de sambas-enredo do carnaval paulistano.

Ex-presidente da Pavilhão 9, Fábio Neves Domingos, de 34 anos, ficou 106 dias preso em Oruro há dois anos. Ele e outros 11 integrantes de torcidas organizadas foram detidos pela morte do adolescente Kevin Espada, de 14 anos, atingido por um sinalizador na estreia do Corinthians na Libertadores, em partida contra o San José, na Bolívia. O luminoso havia sido lançado pelos brasileiros.

Domingos, conhecido como Dumemo, também foi flagrado participando da briga com torcedores do Vasco no Estádio Mané Garrincha, em Brasília, durante partida do Campeonato Brasileiro, também em 2013. Mesmo depois da prisão, ele manteve o cargo à frente da organizada e liderava caravanas para acompanhar os jogos do Corinthians.


Outra vítima da chacina que aconteceu na zona oeste é o sambista e compositor Mydras Schmidt, de 38 anos. Criador de sambas-enredo, ele atuava como intérprete em escolas de samba como Pérola Negra e Gaviões da Fiel. Em fevereiro, Schmidt foi um dos compositores da música que levou a Unidos do Peruche a se tornar campeã do grupo de acesso.

Repercussão. Ex-presidente do Corinthians e um dos fundadores da Pavilhão 9, Andrés Sanchez publicou ontem no Twitter uma mensagem aos familiares dos mortos. “Transmito meu luto e pêsames solidários para com as famílias das oito vítimas da chacina”, escreveu. Fundada em 1990, a Pavilhão 9 foi batizada em homenagem ao trabalho social que os fundadores tinham na antiga Casa de Detenção de São Paulo - eles promoviam um jogo anual beneficente com os detentos.

Já o Corinthians divulgou nas redes sociais imagem com a palavra “Luto”. Torcedores de times rivais lamentaram o ocorrido nos comentário. “Sou são paulino, mas neste momento não há rivalidade. Foram seres humanos que perderam suas vidas de forma banal. Meus mais sinceros pêsames”, escreveu o internauta Fabrício Fernandes.

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