Alex Silva/AE
Alex Silva/AE

Tom Maior trará Brasília a São Paulo

Apesar das dificuldades para ensaiar, escola afirma que mostrará sintonia perfeita na avenida

Cristiane Bomfim - Jornal da Tarde,

01 Fevereiro 2010 | 11h59

SÃO PAULO - Se tem uma coisa que a Tom Maior sabe bem é fazer mudança. Literalmente. Depois do Carnaval de 2009, a escola que nasceu em Pinheiros, zona oeste da capital, ficou sem teto. A partir daí, até a inauguração da nova quadra em dezembro, realizou ensaios em três endereços. A dificuldade poderia comprometer o desempenho no Sambódromo, "mas ninguém ficou perdido no meio do caminho", garante o presidente da agremiação, Marko Antônio da Silva, de 43 anos. O resultado, classificado como "surpreendente", será um "desfile bem ensaiado."

 

Os primeiros ensaios para o Carnaval 2010 - entre maio e julho do ano passado - foram feitos na quadra da Torcida Uniformizada do Palmeiras (TUP), na Barra Funda, zona oeste. Em agosto, a diretoria optou pelo aluguel de um espaço no Piqueri, pertencente a um bloco carnavalesco. "Ficamos lá até dezembro, quando terminamos a reforma da nossa nova quadra." O local, na Barra Funda, é alugado por R$ 15 mil ao mês. "Fizemos essa loucura porque precisávamos de um espaço. Não sabemos como vamos pagar", conta.

 

A nova sede começou a receber os ensaios das alas, bateria e casais de mestre-sala e porta-bandeira em dezembro. Mas foi inaugurada oficialmente em janeiro. "Quem ama a Tom Maior foi mudando de endereço com a gente. Mas é lógico que existem desencontros e isso pode atrapalhar na avenida." A preocupação da diretoria é que não se repita a situação ocorrida com a quadra de Pinheiros, que teve de ser desocupada após o proprietário decidir vendê-la por R$ 8 milhões.

 

"Nosso sofrimento foi muito grande, porque não ter endereço e telefone fixos atrapalha a organização. Nos superamos a cada dia", afirma Marko. E a superação será mostrada com a história de Brasília. De acordo com o carnavalesco Roberto Szaniecki, de 49 anos, haverá muitas surpresas, como acrobatas, alas cênicas e de dança. No carro abre-alas, que mostra o início da capital do País, com a chegada dos candangos (operários) no cerrado, a marca principal será a coreografia. "Está tudo muito bem sincronizado."

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