Todo cuidado é pouco quando o assunto é o mundo digital

Análise: Alexandre Matias

É EDITOR DO LINK, O Estado de S.Paulo

08 de maio de 2012 | 03h04

Carolina Dieckmann infringiu a primeira regra para impedir que as pessoas vejam as fotos que você não quer que sejam vistas por outros: tirou as tais imagens. Parece óbvio e trivial, mas tal precaução é simples e segura. Por mais que você tenha certeza de que as fotos não vão sair do cartão de memória, que só você mexa no seu computador e confia nos poucos amigos que deixou vê-las, uma vez que tais imagens foram registradas, elas já estão digitalizadas - é só isso que você precisa para que escorram pela internet.

Afinal, alguém pode roubar sua câmera, algum mal-intencionado em uma assistência técnica pode fuçar em todos seus arquivos quando você levar seu computador para o conserto e um amigo pode deixar de ser um amigo, infelizmente. E aí pronto: as fotos foram parar na rede.

Essa não é a única precaução a ser tomada quando falamos do mundo digital, de celulares que tiram fotos que podem ser publicadas online poucos segundos após terem sido feitas. Afinal, do mesmo jeito que você pode tirar imagens que não quer que outros vejam, o mesmo pode acontecer se outros tirarem fotos sem que você perceba. E câmeras, hoje em dia, estão em todos os lados - dê um passo em falso em uma festa sem perceber o flash e, pronto, todos podem ficar sabendo algo que você achava que tinha ficado restrito a um ambiente fechado.

Se o problema fosse só imagens... Mas não é. O próprio Facebook vale uma fortuna pelo simples fato de todas as pessoas que o utilizam entregarem dados sobre as próprias vidas - muitas vezes sem perceber. Preencha as informações no perfil, curta uma página ali, confirme sua participação em um evento adiante, fique amigo de pessoas com quem tem amizades em comum, compartilhe determinada notícia em uma hora específica do dia. As ações vão sendo computadas pelos algoritmos das redes sociais e, aos poucos, vão criando um painel gigantesco com todas as informações sobre você.

Não é só Facebook. Google, Apple, Twitter - os gigantes digitais sabem bem como cobrar por serviços aparentemente gratuitos: com seus dados pessoais. Por isso, todo cuidado é pouco.

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