Mauricio de Souza/ AE
Mauricio de Souza/ AE

TJ-SP volta a pedir prisão de Edinho

Filho de Pelé havia sido condenado em fevereiro por lavagem de dinheiro e ligação com tráfico de drogas

Luiz Alexandre Souza Ventura, especial para o Estado, O Estado de S. Paulo

01 Abril 2017 | 18h31

O Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) voltou a determinar que seja expedido um mandado de prisão do ex-goleiro Edson Cholbi Nascimento, o Edinho, filho de Pelé, para que ele cumpra pena por lavagem de dinheiro e associação ao tráfico de drogas.

Os desembargadores da 14ª Câmara de Direito Criminal do TJ-SP rejeitaram os recursos apresentados pela defesa de Edinho. A decisão foi publicada nesta sexta-feira, 31, mas o advogado Edson Malavasi já protocolou habeas corpus no Superior Tribunal de Justiça (STJ). Malavasi afirmou que pretende oferecer novos recursos.

No último dia 23 de fevereiro, o TJ-SP condenou Edinho a pena de 12 anos, dez meses e 15 dias de reclusão em regime fechado e recomendou a prisão do ex-goleiro, que se apresentou no dia seguinte ao 5º Distrito Policial de Santos, no bairro do Bom Retiro, na zona noroeste da cidade, onde permaneceu preso até o dia 2 de março. Naquela ocasião, ele foi libertado após o STJ aceitar o habeas corpus apresentado por Eugênio Malavasi.

Na decisão, foram sentenciados a pena idêntica: Clóvis Ribeiro, o Nai; Maurício Louzada Ghelardi, o Soldado; e Nicolau Aun Júnior, o Véio ou Nick, que tiveram sanções reduzidas, também com recomendação de expedição de seus mandados de prisão.

O caso. Edinho foi preso em junho de 2005, durante a Operação Indra, do Departamento de Investigações sobre Narcóticos (Denarc), com mais 17 pessoas, acusado de ligação com uma organização de tráfico de drogas que atuava na Baixada Santista sob o comando de Ronaldo Duarte Barsotti de Freitas, o Nadinho, que está desaparecido.

Após seis meses em prisão provisória, Edinho foi solto com liminar em habeas corpus concedida pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

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