TJ nega liminar a mulher e marido acusados de matar os pais dela em Alphaville

Desembargador afirma que prisão é justificada porque o crime cometido pelo casal é gravíssimo

Bruno Lupion, da Central de Notícias,

21 Dezembro 2010 | 20h16

SÃO PAULO- O Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) negou nesta terça-feira, 21, liminar em habeas corpus proposto por Roberta Nogueira Tafner, 29 anos, e Willians de Sousa, de 31, acusados de matar a facada os pais dela em Alphaville, em Santana de Parnaíba, no dia 2 de outubro.

 

Os advogados do casal alegaram que eles são primários, com bons antecedentes, possuem residência fixa e que colaboraram com as investigações, mas o desembargador Almeida Toledo, da 16ª Câmara Criminal do TJ-SP, destacou que o crime pelo qual respondem é gravíssimo - dois homicídios triplamente qualificados, praticados contra parentes consanguíneos. Para Almeida Toledo, a acusação do Ministério Público demonstra a "periculosidade" do casal e a prisão é justificada para garantir "a ordem pública e a segurança da aplicação da lei penal".

 

Roberta, filha do empresário Wilson Tafner e da advogada Tereza Cobra, pediu ainda que, na hipótese da não concessão do habeas corpus e devido a sua condição de advogada, fosse transferida para uma "sala de estado maior" ou para prisão domiciliar, o que também foi negado. Na falta da sala, ela deverá ser mantida "em cela diversa e isolada dos presos comuns", segundo o desembargador. O mérito do habeas corpus ainda será julgado.

 

A polícia de Santana do Parnaíba (SP) afirma que principal prova são vestígios de sangue encontrados no banheiro da casa do casal - segundo a polícia, o sangue seria de Tereza. Antes do crime, Roberta teria deixado o escritório da mãe, no qual trabalhava, após uma briga, passando posteriormente a pedir 30% das empresas do pai.

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