Evelson de Freitas/AE
Evelson de Freitas/AE

TJ mantém benefício da prisão domiciliar para Roger Abdelmassih

Justiça negou recurso do Ministério Público Estadual contra o benefício do ex-médico; segundo a defesa, ele tem 'uma doença incurável' e é levado para hospitais com autorização judicial

José Maria Tomazela, O Estado de S.Paulo

23 Fevereiro 2018 | 09h37

SOROCABA - O Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP) manteve o benefício da prisão domiciliar para o ex-médico Roger Abdelmassih, condenado a 181 anos de prisão pelo estupro de 37 pacientes. A decisão foi dada no fim da tarde desta quinta-feira, 22, pela 6ª. Câmara Criminal do TJ em recurso do Ministério Público Estadual, que pretendia o retorno do ex-médico para o sistema penitenciário.

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Abdelmassih, que estava preso em regime fechado, na Penitenciária de Tremembé, foi autorizado a cumprir a pena em casa em outubro do ano passado, após a alegação da defesa de que ele precisava de cuidados médicos especiais e poderia morrer na prisão. O ex-médico sofre de insuficiência cardíaca crônica e, segundo a defesa, a penitenciária não oferece condições para o atendimento adequado.

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Já o MP alegou que as condições de atendimento no presídio são suficientes. Atualmente, o detento está sendo tratado por uma equipe profissional em sua casa, um apartamento no Jardim Paulistano, na zona oeste da capital. Conforme a defesa, o ex-médico tem uma doença incurável, progressiva e que traz dificuldades para as atividades do cotidiano. Quando necessário, o paciente é levado para hospitais de São Paulo com autorização da Justiça.

O Ministério Público informou que aguarda a notificação para analisar a decisão do TJ. Abdelmassih foi condenado à prisão em novembro de 2010, após denúncias de estupros praticados contra dezenas de pacientes em sua clínica de reprodução humana. Em 2011, ele teve o registro de médico cassado pelo Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo (Cremesp).

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