TJ julgou que escolta não era necessária a juíza

O Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJ-RJ) vai desarquivar hoje o processo administrativo que concluiu ser desnecessária a escolta ou "qualquer medida extraordinária de segurança" para a juíza Patrícia Acioli, assassinada há 11 dias na porta de casa, em Niterói. Com a proteção especial à juíza descartada, o processo, aberto em setembro de 2008, foi arquivado em fevereiro de 2009, por determinação do desembargador Luiz Zveiter, presidente do TJ-RJ na época.

Luciana Nunes Leal / RIO, O Estado de S.Paulo

22 de agosto de 2011 | 00h00

Zveiter negou ontem que Patrícia tenha pedido proteção ao tribunal. Segundo o desembargador, a juíza encaminhou informações do Disque-Denúncia de que sua vida estava em risco, mas não formalizou qualquer solicitação de escolta.

"Com o processo desarquivado, tudo será esclarecido. As informações do Disque-Denúncia foram apuradas, mas não foram confirmadas. A juíza Patrícia foi comunicada do arquivamento do processo e não manifestou contrariedade. Em junho de 2009, ela também não pediu segurança", afirmou Zveiter, que hoje é presidente do Tribunal Regional Eleitoral (TRE).

Em setembro de 2008, o Departamento de Segurança Institucional do TJ informou que "não foram confirmados dados que apontem adoção de medidas de segurança ostensiva" a Patrícia. Em fevereiro, a juíza Maria Sandra Kayat Direito assinou o despacho de arquivamento do processo.

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