TJ concede habeas a acusados de mandar matar publicitária

Pai e filho mandaram matar a publicitária para ficar com herança e crime ficou conhecido como do 'papai noel'

Mônica Aquino, do estadao.com.br,

21 de outubro de 2008 | 13h48

Os empresários Nicolau Archilla Galan, de 81 anos, e Renato Grembecky Archilla, de 49 anos, pai e filho, conseguiram habeas corpus na manhã desta terça-feira, 21. A decisão foi tomada durante uma sessão da 4ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça de São Paulo, por 2 votos a 1. Os dois são acusados de mandar matar a publicitária Renata Archilla, baleada por um policial militar vestido de Papai Noel em dezembro de 2001, em São Paulo. Em 12 de agosto, o pedido de habeas corpus dos acusados foi arquivado pela Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) . O avô, Nicolau, e o pai dela, Renato Archilla, estão presos desde agosto. A intenção deles seria evitar que a vítima herdasse os bens da família.  Prisão Os dois foram presos nos Jardins, na zona sul da cidade. O crime ficou conhecido como o Crime do Papai Noel, pois o executor atacou a vítima fantasiado de Papai Noel. Os dois foram cercados em casa na Rua Colômbia e levados para a carceragem do Deic. A vítima, filha de Renato Archilla, recebeu três tiros no rosto, em 17 de dezembro de 2001, por volta das 9h15, na Rua Professor José Leite Oiticica, região do Morumbi, na zona sul. Acusado pelos disparos, o policial militar José Benedito da Silva foi condenado duas vezes - a última em julho de 2006, a 13 anos e 4 meses de prisão. Para o promotor Roberto Tardelli, o crime foi encomendado pelo avô paterno de Renata, Nicolau Archilla Galan, para evitar o pagamento de pensão à jovem. Nicolau e o filho alegam inocência. Para a polícia, não há dúvidas de que tinha sido um crime de encomenda e motivado pela longa batalha jurídica de Renata para ser reconhecida pelo pai. O policial militar José Benedito da Silva, atualmente expulso da corporação, estava vestido de Papai Noel e simulou que entregava balas no cruzamento onde Renata aguardava o sinal abrir. Apesar de atingida gravemente, a publicitária atualmente com 29 anos, sobreviveu - fez sete cirurgias com o objetivo de reduzir as mutilações sofridas por causa dos ferimentos a bala. Em julho do ano passado, Silva foi condenado a 13 anos e quatro meses de prisão. As investigações apontavam os empresários Nicolau e Renato Arechilla como responsáveis pelo mando do crime.

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