WERTHER SANTANA/ESTADÃO
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TJ aumenta pena de comerciante que atropelou e matou seis em Sorocaba

Homem foi condenado a 4 anos e 10 meses de prisão pelo crime. O acidente aconteceu em 2014, quando o carro dirigido por Fábio Hiroshi Hattori atingiu jovens que tinham saído de uma festa e esperavam o ônibus

José Maria Tomazela, O Estado de S.Paulo

07 Agosto 2018 | 19h48

SOROCABA – O Tribunal de Justiça de São Paulo aumentou para quatro anos e dez meses e meio de prisão a pena do comerciante Fábio Hiroshi Hattori, de 31 anos, condenado por atropelar doze pessoas e matar seis delas, em abril de 2014, em Sorocaba, interior de São Paulo.

Ele terá de iniciar o cumprimento da pena em regime semi-aberto, sem direito à conversão da prisão em prestação de serviços comunitários. Em primeira instância, Hattori havia sido condenado a três anos e seis meses de prisão em regime aberto, mas a pena foi convertida em prestação de serviços.

A decisão do TJ, divulgada nesta terça-feira, 7, manteve a suspensão da carteira de habilitação do comerciante por dois anos, cinco meses e sete dias. O assistente da promotoria, Ademar Gomes, informou que vai entrar com recurso para que a pena seja aumentada, o que implicaria na conversão da prisão para o regime fechado. O advogado que atua na defesa do comerciante Mário Del Cistia Filho informou que vai esperar a publicação da decisão para também entrar com recurso, visando à diminuição da pena.

Bafômetro

O acidente aconteceu na madrugada de 6 de abril de 2014, na rodovia Raposo Tavares, na área urbana de Sorocaba. Hattori vinha de carro pela rodovia, quando perdeu o controle e atropelou 12 jovens que tinham saído de uma rave e esperavam o ônibus no acostamento. Seis jovens, com idades entre 15 e 20 anos, morreram no local e outros seis tiveram ferimentos graves.

O teste do bafômetro indicou dosagem alcoólica superior ao permitido. Na época, o condutor do veículo disse aos policiais que tinha tomado uma lata de cerveja e acabou dormindo ao volante. O comerciante foi preso e ficou 18 dias na Penitenciária de Tremembé, até ser solto para responder ao processo em liberdade.

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