Iara Morselli/Estadão
Iara Morselli/Estadão

Titi Müller tem celular roubado em São Paulo e alerta para tentativa de golpe

A apresentadora foi agredida pelo assaltante e conta ter tentado segurar o celular; após contatar operadora e bancos, diz estar “segura”

Redação, O Estado de S.Paulo

06 de julho de 2022 | 11h05

A apresentadora Titi Müller, de 35 anos, relatou ter sido assaltada na segunda-feira, 4, próximo a sua casa, em São Paulo. “Virei estatística.” Nas redes sociais, ela também alertou sobre golpe posterior ao roubo.   

Titi contou que estava em um táxi, fazendo um Pix, de janela aberta, quando um “cara em uma bike” passou ao lado. Ela resistiu e tentou segurar o aparelho.  

“Levei um misto de peteleco com tapa e com soco”, afirmou. “Eu não desgrudei do telefone. Chegou a machucar meu freio (parte superior da boca), saiu um pouco de sangue na hora, mas nada grave mesmo.” 

A apresentadora disse ter conseguido resolver a situação “rápido”, ao buscar a operadora do telefone e os bancos. No entanto, alertou sobre tentativa de golpe. “Estou recebendo uma ligação a cada cinco minutos da Irlanda, falando que acharam meu aparelho conectado a essa linha que eu consegui recuperar, e pedindo para digitar o número de desbloqueio de tela para que tenha acesso à localização do meu aparelho. Olha o golpe!”

Na madrugada de terça, 5, Titi recebeu notificações de que o aparelho havia sido desbloqueado em um bar próximo de sua casa. “Não tinha interesse de ir lá atrás do telefone, e se ligar para a polícia, dando só uma localização, eles não podem ir lá fazer ordem de apreensão de um aparelho telefônico. Felizmente já foi solucionado o problema, já estou segura.” 

Os roubos cresceram 14,9% em abril no Estado de São Paulo na comparação com o mesmo mês do ano passado. Já os furtos subiram 37,8%, segundo dados da Secretaria de Segurança Pública (SSP). 

A alta neste ano tem preocupado a população – sobretudo por conta dos roubos de smartphones. Segundo dados da SSP, dois terços dos roubos registrados em abril deste ano (ou 65,44% do total) envolveram celulares, ante 61,86% no mesmo período do ano passado.

Com os aparelhos em mãos, quadrilhas especializadas conseguem desviar dinheiro por transferências via Pix, ferramenta de pagamento instantâneo, e multiplicam os prejuízos das vítimas.

 

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