Tiroteio causa tumulto e deixa nove feridos na estação da Luz

Briga na Linha 7-Rubi da CPTM acaba com uma pessoa baleada e oito passageiros se machucam na correria no horário de pico

Bruno Ribeiro, O Estado de S. Paulo

27 de janeiro de 2014 | 18h11

Atualizada às 19h58

SÃO PAULO - Um tiroteio na Estação da Luz, no centro de São Paulo, causou um tumulto que deixou nove pessoas feridas na tarde desta segunda-feira, 27. Durante uma briga, um homem disparou contra um passageiro na escada rolante de acesso à plataforma 1 da Linha 7-Rubi da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) por volta das 17h30.  O baleado foi atingido por dois tiros no tórax. O motivo da briga foi uma pisada no pé do atirador, segundo seguranças da companhia.

O pânico por causa dos disparos foi generalizado. "Teve gente que pulou nos trilhos, gente que correu pelas escadas rolantes e foi caindo um sobre os outros. Eu mesma fiquei prensada em uma viga de ferro, empurrando um rapaz que estava de costas, tentando proteger uma criança de colo", disse uma funcionária da limpeza da estação que não se identificou.

Entre os feridos, dois têm suspeitas de fraturas. Outras duas vítimas tiveram escoriações pelo corpo e as quatro demais foram atendidas por terem passado mal no meio do empurra-empurra. As vítimas foram levadas de táxi para hospitais da região. O rapaz baleado foi levado pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) para a Santa Casa de Misericórdia, na Santa Cecília, também no centro.

Fuga. O acusado de ter feito os disparos, Francisco José de Assis, de 46 anos, tentou fugir em meio à multidão durante o caos. Ele correu para o túnel de interligação entre a CPTM e o Metrô, com a arma guardada, mas foi derrubado por um segurança da CPTM que estava à paisana. Depois, foi contido pelos demais seguranças e preso. Até as 20h, ele estava na Delegacia de Polícia do Metropolitano, na Barra Funda, zona oeste, e deve ser indiciado por tentativa de homicídio.

Segundo a polícia, ele teve passagens por roubo e por homicídio, mas atualmente trabalhava como encanador. Havia materiais como canos e ferramentas em sua mochila.

A estação voltou à normalidade cerca de 30 minutos depois da confusão. A plataforma da Linha 7 estava com a escada onde ocorreram os tiros paralisada, aguardando a perícia. Havia manchas de sangue nela. As  demais escadas rolantes foram desligadas para retardar o acesso de gente na plataforma, numa tentativa de minimizar a insegurança no local. Policiais civis e militares chegaram a ir ao local, mas não chegaram a atuar no caso.

No ano passado, as linhas do Metrô tiveram cinco tumultos por causa da superlotação. Em todos os casos, os passageiros assustados também pensaram ter havido um tiroteio. 

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