JF Diorio/Estadão
JF Diorio/Estadão

Tiroteio entre policiais e bandidos assusta frequentadores do Parque do Ibirapuera

No confronto, um guarda-civil e um dos suspeitos foram baleados; bandido que fazia uma refém na Rua Pedro de Toledo se entregou por volta das 17h10

Carla Bridi, Catharina Obeid, Felipe Resk, Gilberto Amendola e Marcelo Godoy, O Estado de S.Paulo

01 Maio 2018 | 15h31
Atualizado 01 Maio 2018 | 21h24

SÃO PAULO- Um grupo de assaltantes em fuga levou pânico aos frequentadores do Parque do Ibirapuera, na zona sul de São Paulo, que estava lotado por conta do feriado de 1.º de Maio. Na tentativa de fugir da Polícia Militar (PM), quatro bandidos roubaram carros em série, se separaram em duplas trocaram tiros com agentes da Guarda Civil Metropolitana (GCM) – um agente acabou sendo atingido na perna – e, por fim, fizeram uma empregada doméstica refém durante três horas. Armado com fuzil, um deles só se rendeu após uma longa negociação com policiais do Grupo de Ações Táticas Especiais (GATE). 

+ Igreja tem 90% da estrutura destruída por desabamento

+ Prefeitura inderdita cinco prédios e bloqueia ruas na região central

A ação dos criminosos começou por volta das 14h, na Rua Laplace, bairro do Campo Belo, zona sul da cidade. Uma viatura da Polícia Militar (PM) fazia uma ronda de rotina e abordou quatro homens no momento em que eles tentavam invadir uma residência. Os criminosos abriram fogo contra os PMs e tentaram escapar do cerco com um veículo Toyota Corolla.

Na tentativa de fuga, os assaltantes trocaram de veículo várias vezes. Primeiro, deixaram o Corolla e roubaram um Fiat Punto vermelho – o carro tinha uma cadeirinha de bebê no banco de trás. Com esse veículo, eles tomaram a direção do Parque do Ibirapuera, ao lado da entrada do portão 7-A, na Avenida Quarto Centenário.

Nesse momento, os ladrões t trocaram de carro mais uma vez e roubaram uma viatura da GCM. Os agentes de segurança reagiram. A troca de tiros provocou pânico e correria no parque e um dos policiais foi atingido na perna por estilhaços – os criminosos conseguiram levar a viatura.

Logo passou a circular entre quem estava no parque a informação de que um dos bandidos, com um fuzil, havia procurado refúgio no meio da multidão. A PM decidiu não retirar as pessoas do Ibirapuera, mas quem chegava ao local era aconselhado a não entrar. Um helicóptero Águia sobrevoou a região, mas nenhum criminoso foi encontrado dentro do parque. Em nota, a Secretaria do Verde e do Meio Ambiente afirmou que o tiroteio aconteceu na parte externa e nega que bandidos armados entraram no local. 

Com a viatura da GCM alvejada por vários tiros, o grupo se dividiu em mais dois automóveis: um Peugeot preto e uma Pajero prata – a dupla nesse carro entrou na Rua Pedro de Toledo e um dos ladrões foi atingido no ombro por um disparo. Mesmo ferido, ele e o colega invadiram uma residência por uma obra na casa vizinha – o bandido alvejado resolveu se entregar neste momento.

O proprietário da residência de alto padrão havia saído para almoçar, mas uma empregada doméstica estava no imóvel e foi feita refém pelo outro criminoso. "Ele ameaçava a refém para mostrar que estava no controle da situação", disse Wellington Reis, capitão do GATE que atendia a ocorrência. "Ele também fez duas exigências: a presença da imprensa e do advogado", completou. Familiares do assaltante foram chamados ao local para ajudar na negociação.

Com as ruas do entorno isoladas, apenas um grupo de moradores acompanhava a ação de perto. Sem informações claras, muitos falavam em "mortes e homens armados circulando no Parque do Ibirapuera", o que não ocorreu.

Às 17h10, o criminoso que mantinha a mulher como refém saiu na varanda, ajoelhou-se, colocou as mãos na cabeça e gritou: "Já era, senhor. Já era. Estou de joelhos". Em segundos, três homens do GATE com fuzis de alta precisão imobilizaram o sequestrador, que vestia um colete à prova de balas. De acordo com a PM, ele teria usado esse colete durante toda a ação. Mais tarde, a polícia informou que esse último bandido portava um documento de identidade falso – em nome de Rodrigo Antônio Santos. O verdadeiro nome dele era Rodrigo de Oliveira Soares Souza.

O criminoso foi retirado da casa apenas 10 minutos depois. Ao entrar na viatura, ele foi hostilizado por moradores. A refém permaneceu dentro da residência recebendo os primeiros atendimentos de um grupo de socorristas. Ela não sofreu ferimentos, mas estava abalada. 

Com um bandido hospitalizado e outro preso, restavam outros dois ainda à solta. No início da noite, um dos participantes da ação foi preso perto do Shopping Interlagos, também na zona sul, mas que fica a 12,6 km de distância do Ibirapuera. O bandido teria feito o motorista de um Gol como refém, mas ao ser abordado pela polícia teria confessado sua participação na tentativa de assalto à residência e tiroteio. Um último suspeito permanece detido para averiguação.

Encontrou algum erro? Entre em contato

publicidade

publicidade

publicidade

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.