Tirar passaporte na PF vira teste de paciência

No Rio, entrevistas já estão sendo marcadas para fevereiro; em SP, postos estão lotados

Nataly Costa, O Estado de S.Paulo

01 Dezembro 2010 | 00h00

No primeiro dia de férias, a dificuldade para tirar passaportes - que começou há dois meses com um apagão no sistema da Polícia Federal - persiste no País. Usuários reclamam de dificuldades para agendar a retirada do documento, mesmo conseguindo acessar a página de requisição no site.

Em São Paulo, o problema continua sendo a falta de datas disponíveis nos oito postos de atendimento, incluindo a Superintendência da PF, responsável pela metade dos quase dois mil atendimentos diários do órgão.

O consultor de empresas Marcelo de Moura, de 48 anos, tenta há um mês conseguir horário em qualquer um dos postos. O passaporte é para o filho de 16 anos, que vai fazer intercâmbio em setembro de 2011 e já adianta os trâmites da viagem. "Queria fazer tudo com antecedência, mas não tem jeito. Para emitir o boleto de pagamento é uma rapidez só. A guia fica paga, e você continua sem o documento", diz.

Ele se queixa de ter ligado no 0800 da PF e escutado a orientação padrão: entrar no site várias vezes ao dia até achar uma vaga. "Imagina se posso ficar o dia na internet?" Questionada, a PF de São Paulo não respondeu.

Três meses. No Rio de Janeiro, até ontem, havia vagas em dois dos quatro postos de atendimento, mas a data mais próxima era fevereiro de 2011. Foi a data agendada pela arquiteta Isabelle Arkan, de 28 anos. "Tinha planos de viajar em janeiro, mas só vou ter passaporte em março", disse. Procurada, a chefe do setor de passaportes do Rio não foi encontrada.

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